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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Postcards From Heaven
terça-feira, 13 de julho de 2010
Alô?! Está aí alguém?
Tenho andado ultra ocupada pelo que este pobre blog tem andado um pouco vazio de novos conteúdos. Mas, vejo uma luz ao fundo do túnel e se tudo correr bem, devo voltar a actualizar o blog em breve.
Se ainda estiver aí alguém...novos posts para breve!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Facebook Guerilla

E quem melhor para apresentar a banda da noite do que o proprio Simon Cowel, a némesis dos RATM? Pronto não era mesmo ele, e pronto não foi ao vivo, e pronto era apenas um cartoon... mas sem dúvida adequado ao que se propunha festejar. Depois de se autoproclamar ''Supernova'' e dizer que os RATM nunca passariam os castings do X Factor, lá deu ínicio ao espectáculo pelo qual todos ansiávamos. E que espectáculo meus amigos! Uma espécie de viagem no tempo até aos loucos anos 90 e as minha viagens de autocarro para a escola a ouvir, entre outras coisas que me faziam destoar do meu grupo, RATM, ao mesmo tempo sarapintada por momentos em que tinha de me certificar que não era atingida por nenhum tipo suado que se deliciava no mosh pit que ocupava practicamente toda a zona da assistência. E um namorado que nos protege quando estamos mais distraidas neste tipo de situções dá muito jeito, garanto-vos! Pelo meio mais uma versão de The Clash (White Riot) e alguma decepção por minha parte no que diz respeito à reacção do público - esperava que no país natal do punk ficassem mais entusiasmados com uma versão deste tipo, mas acho que a média de idades do público fez com que muitos deles não soubessem sequer o refrão desta música mítica.
Além do bom espectáculo, ficou também a sensação de fazer parte de uma coisa que começou pequena e que se transformou em algo capaz de reunir 40.000 por uma ideia.
Eu, meus amigos, eu fiz História em Finsbury Park!
domingo, 6 de junho de 2010
In the Summer, in the city
Por isso meus amigos, o protector solar já anda na mala, os barbeques já foram aquecidos, as garrafas de vinho rosé refrescadas, os frisbees e as bolas já sairam do buraco onde estão confinados durante o Inverno.
O típico Verão inglês consiste em aproveitar o sol ao máximo, dado ser um bem escasso. E nós, não somos excepção: é ver-nos junto ao rio a seguir ao trabalho a beber umas cervejinhas enquanto o sol não se põe, o que em Londres no Verão, felizmente, acontece bem tarde; é ver-nos no parque a preparar as toalhas de piquenique com comida e bebida para irmos comendo enquanto apanhamos sol; é ver-nos a jogar frisbee ou a dar toques com bolas de futebol; e meus amigos, até é ver-nos a preparar barbeques com grelhadores descartáveis à venda nos supermercados (e que belas bifanas descartáveis eles fazem!).
Mas não pensem vocês que isto é sempre assim – afinal, estamos em Londres e este não é o cenário normal. Intercalados com estes fim de semana temos dias de chuva e frio, que nos fazem esquecer as havaianas e o protector solar que mesmo assim carregamos na mala.
O tempo é realmente uma loucura neste país, e ainda ontem, enquanto passávamos um belo dia no parque na companhia de amigos e com temperaturas perto dos 30 graus, umas grossas pingas de chuva cairam fazendo-nos recolher até àrvore mais próxima. Mas não pensem que isso nos dissuadiu, poucos minutos depois estavamos a preparar o estaminé de novo ao sol, e já se ouvia o som do frisbee a esvoaçar de mão em mão.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
It's a nice day for a white wedding
Estando em Londres e a coisa acontecer em Portugal implica que seja precisa alguma ginástica para organizar tudo.
Há cerca de 3 semanas fomos a Portugal passar o fim de semana e aproveitámos para visitar umas quantas quintas para a realização do chamado 'copo d'água'. Foi um dia passado a viajar de quinta em quinta, a perguntar preços, o que estava incluido, a ver menus, a ver decorações, a ver arranjos florais...
Como em tudo algumas quintas revelaram-se mais interessantes que outras, das quais destaco:
1. A Quinta do Terror - um palácio antigo com leve cheiro a mofo e uma decoração que básicamente se baseia em várias cabecas de animais empalhados e armas antigas (riscada logo ali, no momento em que vi a primeira cabeça de veado, da lista)
2. A Quinta com Convidados Surpresa - simpática mas com o bónus de ter um casal simpático de velhinhos a viver na propriedade (entrámos por engano na casa de uns velhotes simpáticos que nos indicaram que afinal a área dos casamentos era na porta ao lado, literalmente)
3. A Quinta Special One - gerida pelo que denominámos prontamente deMourinho das quintas de casamento, não so pelo cabelo grisalho mas também pela sua atitude arrogante ''mais profissional do mundo '' (excepto na hora de pagar IVA)
No final, escolhemos aquela que nos pareceu mais ao nosso gosto, sem grandes brilharetes mas sofisticada. Nenhuma das acima mencionadas, como devem calcular.
Impressionante as coisas que nos sugerem, ele é fogo de artificio com o corte do bolo, ele é balões com leds,ele é dancarinas do ventre, ele é castelos insuflaveis para as criancas...a simples celebração de um casamento pode se tornar facilmente num espectáculo digno do Circo Chen! Até 2011, muita ginástica vamos fazer para organizar este evento, que decerto será capa da revista Caras.
Não percam os próximos episódios....
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Hung(Over) Parlament
quarta-feira, 12 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
In the land of the free
Depois de um voo pacato de cerca de 7 horas, sem espaço paralutas ao entrar e com champagne à chegada, lá aterramos na Big Apple, onde nos preparámos para ser interrogados pelo agente Nata no controlo de passaportes. Depois de se aperceberem que erámos apenas dois portugueses que por acaso vivem em Londres a visitar NY, lá nos deram autorização de entrada, e lá fomos rumo aos prédios altos e táxis amarelos.
A sensação ao sair de Penn StAtion foi semelhante à da nossa visita anterior, talvez com um impacto menor devido à falta do factor surpresa. Prédios altos, taxis a encherem as ruas, milhares de pessoas por todo o lado.
Depois do check in no hotel feito, lá fomos 5a Avenida acima, parando ocasionalmente para admirar algumas montras mais interessantes. Depois de comer um típico cachorro nova-iorquino, fomos para o Central Park onde passeamos e exploramos calmas zonas verdejantes que, não fosse o inconfundivel skyline ao fundo, nos faria duvidar da nossa localização.
Trump Tower, 5ª Avenida
Central Park
Central Park
Depois de passar junto aos incansáveis neons de Time Square, e de uma pausa para jantar, fomos até Rockfeller Centre, onde vimos gente a patinar no gelo (embora as temperaturas estivessem acima da média para inicio de Abril) e onde subimos ao Top of the Rock, podendo assim apreciar a vista deslumbrante de Nova Iorque à noite, com as milhares de luzes a piscar até onde a nossa vista conseguia alcançar.
Times Square
No dia seguinte os destaques foram o Moma e a exposição do Tim Burton, onde podemos ver, entre outras coisas, alguns dos desenhos que deram origem às suas personagens mais conhecidas, e o The Cellar, onde fomos a uma noite de comédia impagável, com participação de vários comediantes brilhantes do SNL e da Comedy Central.
Domingo foi dia de acordar cedo e fazer uma viagem de comboio até Washigton, onde, sob um sol forte, visitámos os monumentos emblemáticos da cidade, tais como o Washington Monument (onde perdemos imenso tempo a tirar fotos ridículas, pois era tão difícil resistir) e a Casa Branca, junto à qual a D. Conceição protesta teimosamente à vàrios anos.
Capitólio
Washington Monument
Cerejeiras em flor
Nos dois dias que nos restaram, fomos ainda a Brooklyn, depois de passarmos a ponte a pé, e demos um agradável passeio com vista sobre Manhattan. Brooklyn é uma zona mais calma (na parte que visitámos, obviamente), e uma agradável zona para dar um passeio ao fim de tarde e observar do outro lado a Estatua da Liberdade e os imponentes prédios da skyline de Manhattan, obtendo-se desta forma uma perspectiva completamente diferente sobre a cidade.
Brooklyn Bridge
Fomos também ao Metropolitan Museum of Art, que apesar de ser muito interessante e a não perder, não me convenceu tanto como a National Gallery e o British Museum em Londres.
E porque da ultima vez o Guggenheim tinha a fachada em obras, lá voltamos outra vez para poder apreciar finalmente o museu no seu todo.
Guggenheim
domingo, 11 de abril de 2010
Venezia
Desta vez foi uma viagem surpresa a Veneza - onde a própria viagem foi a surpresa mais pequena do fim de semana.
Veneza impressiona pelo seu tamanho - pequenas ruas labirinticas com milhares de pequenas pontes a atravessar canais, com paisagens maravilhosas e românticas, com pequenas casas que já passaram por muito e já viveram mil histórias ao longo da sua vida. É uma cidade lindíssima, que transpira história e romance, onde é impossível não nos perdermos não são nas suas ruas mas também na sua atmosfera. Só podemos imaginar as histórias e enredos que a cidade já testemunhou.
Os canais e a lagoa são impressionantes pela paisagem e por serem o meio de ligação entre os vários bairros das cidades. Não se vêm carros, apenas barcos táxi, barcos autocarro, gôndolas carregadas de turistas que navegam pelos canais enquanto muitos outros disparam as câmeras fotográficas na sua direcção. Não há prédios novos, altos com vidros, apenas casinhas pequenas e velhinhas, muitas delas com lugar reservado para os barcos ou gôndolas atracarem.
As ruas chegam a ser tão estreitas que muitas vezes temos a sensação de nem estarmos na rua, mas sim no pátio interior de uma casa.
A comida é maravilhosa, ou não estivessemos em Itália. Dá vontade de lá voltar nem que seja para comer mais uma vez um Spaghetti alle Vongole - um verdadeiro manjar dos deuses.
As lojas revelam que Veneza não é uma cidade barata: não se vêm Zaras ou H&Ms - apenas Fendi, Chanel, Louis Vuitton no rés do chão de pequenas casas de habitação, mesmo ao lado de lojas que vendem máscaras maravilhosas e vestidos típicos do Carnaval de Veneza.
A cada esquina uma igreja, a casa esquina uma ponte diferente para descobrir.
Apesar do bom tempo, a neblida matinal concedia uma atmosfera ainda mais misteriosa e romântica à cidade que já foi apelidade como a mais bela do planeta. Não sei se será a mais belas, mas é com certeza uma das mais belas, que vai ficar para sempre gravada na minha memória, e que me irá sempre trazer boas recordações, e marcar o ínicio de algo muito belo.
sábado, 27 de março de 2010
Surprise, surprise!!
Ao intervalo do jogo, sou informada que tenho de me vestir para sair. “Mas a sério? Tenho mesmo de me vestir?”
Parece que sim...
Não sou informada para onde vou, pedem-me que leve a mala e o telemóvel.
“Isto tem de ser bom”, pensei, enquanto ajustava o cinto de segurança no carro.
Com o coração aos pulos, sem saber bem o que me esperava ou para onde ia, lá atravessámos o rio, rumo ao sul.
Passámos London Bridge, fomos andando.
Ao chegar a Lewinsham pensei que era muito tarde para visitar quem quer que fosse, e foi quando uma ideia se começou a formar na minha cabeça.
O meu coração acelerou mais ao ver as setas que indicavam o destino que eu estava a adivinhar.
Quem seria? Por quanto tempo?
Chegámos, pelo que pecebi em cima da hora. O meu telemóvel toca, mas eu prefiro não ver quem é, com medo que a surpresa se estrague.
Corro pelo parque de estacionamento, excitada como uma criança na noite de Natal. Vou para o elevador, mal podendo conter o entusiasmo. Ao chegar ao piso desejado oiço o doce som da Língua Portuguesa, o que cimenta ainda mais as minhas suspeitas – acabou de aterrar um voo vindo de Lisboa!
E ao entrar no terminal – lá estão a confirmação. Não consigo esperar e corro na direcção da minha supresa.
A vida é bela e é tão bom ser surpreendida assim – a minha mana e o meu sobrinho vieram visitar-me!!
It's Oh So Quiet...
Imaginem uma pista de dança, gente a dançar entre amigos, a divertir-se, a beber uns copos (ou então não, para os abstémios).
O DJ num canto (ou dois neste caso) e a malta toda a dançar ao som da música. Mas...sem som.
Visto de fora parece aquilo que é, um bando de pessoas a contorcer-se ao som de coisa nenhuma, alguns mesmo a trautear algumas palavras de músicas mais conhecidas, algo um pouco surreal.
Mas para quem lá está, é sem dúvida uma experiência engraçada e algo diferente.
Foi assim há umas semanas, em que fomos até ao Barbican Centre, no coração de Londres, para experimentar isto da Silent Disco.
Pagámos £5 pelos phones (reembolsados no fim da festa) e partimos à aventura, sem saber bem o que esperar. Dois DJs, dois canais por onde escolher, o que significa que podíamos alternar entre músicas diferentes. O que significa também que a certa altura, se retirássemos os phones por um bocadinho, podiamos ouvir/ver metade da sala a dançar ao som de YMCA enquanto a outra metade se bamboleava ao som de Light My Fire dos The Doors. Às tanta desenvolvemos uma espécie de código gestual, em que um de nós sugeria ao resto do grupo que mudasse de canal para podermos dançar ao som de uma música mais interessante ao mesmo tempo.
O ponto alto da noite, já no final do evento, foi a altura em que passaram Bohemian Rhapsody, dos Queen, em que practicamente toda a gente se sintonizou no mesmo canal e cantou e dançou em conjunto, atingindo tons por vezes que por pouco não partiram os vidros do Barbican Centre. E para testemunharem o acontecimento aqui fica o link para um video, onde se forem atentos, podem ver aqui a que vos escreve aos saltinhos (auge a partir dos 45s)! --> cliquem aqui
Foi uma experiência interessante, não só pela falta de som, mas também pelo ambiente da noite, em que todos os presentes estavam lá para passar um bom bocado, e onde faltou o pretensionismo típico do ambiente das discotecas.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Turning British
Embora ainda não tenha chegado a nenhuma destas situações (extremas, no meu ponto de vista!) à uns dias resolvemos tomar um chá das cinco como deve ser. E à falta de coragem para fazer as típicas sandes de pepino, optámos por fazer os nossos próprios scones, que modéstia à parte, estavam divinais! E como cá em casa ninguém gosta particularmente de passas, substituimos as ditas por uma excelentes pepitas de chocolate, que parecem passas mas sabem bem melhor.
Acompanhados de um belo doce de morango e um bom chá (sem leite), foi um chá das cinco “very british indeed”!
Aqui ficam algumas fotos para abrir o apetite...
...e já prontos a serem devorados, numa foto digna da rubrica de culinária da TV7Dias!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Year of the Tiger
Por todas as Chinatowns do mundo se festeja esta data importante no calendário chines, e Londres não é excepção. Mais uma vez fomos até Shaftsbury Avenue e Gerrard Street, centro da comunidade chinesa em Londres. Depois de uma experiência mais ou menos desapontante no primeiro ano em que decidimos assistir às celebrações (devido ao elevado número de gente a assistir), desta vez conseguimos ver de perto a tradicional Dança do Dragão, que tem por objectivo trazer sorte para o ano que agora começa. Pelas ruas de Chinatown, vários grupos de dançarinos se juntam para realizar esta danca, baseada no movimento sinuoso de um rio. A maioria dos chineses vive da agricultura, sendo a água muito importante para a sua subsistência, dai a associação com o rio-água-chuva. Os dragões vão porta a porta de cada estabelecimento com o objectivo de lhes trazer boa sorte para o Ano do Tigre que se aproxima - e em troca recebem pães doces e alimento dos donos dos estabelecimentos. São acompanhados por músicos que tocam instrumentos de percussão e que marcam o ritmo desta auspiciosa dança.
As ruas de Chinatown londrina enchem-se com ainda mais vida, balões de várias cores e pessoas de todas as nacionalidades para celebrar o começo de mais um ano. Uma experiência sem dúvida diferente, e muito interessante.
Por isso a todos que me lêem, um bom ano novo chinês!
Que o tigre esteja convosco!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Oh no, it's snowing again...
E eu sei, que há uma ponta de verdade nisto, que não tarda dou por mim e as temperaturas já estão mais amenas, já visto menos camadas de roupa, já coloquei os casacos grossos de lado. Eu sei que vai passar num instante e que não tarda é Verão e estou a apanhar sol nos parques e a por creme protector para não apanhar mais escaldões.
Mas até lá....vou ter que continuar a aquecer a alma com a lembrança de tempos mais quentes.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Swan Lake

sábado, 9 de janeiro de 2010
Let It Snow!
Enquanto em anos anteriores foram poucos os dias em que nevou, este ano já há várias semanas que pelo menos uma vez por semana nos maravilhamos com este fenómeno meteorológico. Isto porque embora a neve (ou a a falta de preparação em caso de neve) cause alguns contratempos, tais como aeroportos fechados, voos cancelados, estradas com gelo, metros parado, comboios atrasados, a verdade é que quase toda a gente que conheço fica excitada com a perspectiva de neve. Um pouco por todo o Reino Unido se sentem os efeitos deste frio siberiano, que já está a causar problemas na economia (devido ao elevado número de pessoas impossibilitada de se deslocarem para os seus empregos) mas que faz as delícias de muita gente que aproveita para se divertir na neve.
A Nasa disponibilizou uma imagem de satélite absolutamente fantásticaem que se vê o Reino Unido completamente pintado de branco:
Photo: NASA/GSFC, MODIS Rapid Response
Na agência onde trabalho há um certo ritual que se cumpre sempre que há ameaças de neve. Começa sempre quando alguém repara que na previsão do tempo - a eterna obsessão britânica pelo tempo – há indicação que irá nevar num dos próximos dias. A palavra espalha-se, começam-se a ouvir rumores. A palavra neve é repetida pelos departamentos da agencia mais vezes que a palavra GRP (e olhem que nós dizemos várias vezes ao dia GRP). Começamos a receber emails dos Recursos Humanos, ora a pedir para confirmar o nosso número de telémovel, ora a dar-nos o número para onde ligar caso a improvável (como eles sempre sublinham) situação do escritório fechar se concretize.
Sente-se a excitação a aumentar - os que moram mais longe sorriem com a perspectiva de não trabalhar no dia seguinte por falta de transporte disponível, os que moram mais perto ficam frustados por morar tão perto do escritório que não dependam dos comboios, que regra geral não se dão bem com neve.
Até que finalmente começam a cair os primeiros flocos. Isto óbviamente não passa despercebido a ninguém, pois desde que se sabe que vai nevar, toda a gente olha para a janela de cinco em cinco minutos com esperança de ver um farrapo branco a flutuar. A palavra espalha-se: ''Está a nevar!", qual anunciação do Messias que nos vai salvar a todos do tédio que é ter de trabalhar quando neva. Uns fingem-se desinteressados - "até parece que nunca viram neve", murmuram , embora não resistam a espreitar pelo canto do olho com mais frequência do que desejariam mostrar. Outros correm para as janelas, uns tentam até, em vão, tirar fotos pela vidraça usando o telemóvel. Os mais entendidos nestas coisas da neve, geralmente oriundos de paises escandinavos ou de leste, vão dando palpites sobre as condicões da dita cuja: "Está muito mole", "Não está frio o suficiente, não vai pegar", "Isto são só uns farrapinhos, nem é neve", até que finalmente se rendem e dizem coisas tipo "Olha agora como ela cai, parece que estou em casa!". Aqueles, como eu, oriundos de paises onde a neve não é assim tão habitual, tentam conter o entusiasmado e pedem ao santinho responsável pela neve que ela se mantenha para poderem mandar umas quantas bolas uns aos outros ou quem sabe até, construir um boneco de neve como aqueles que vemos na TV, com ramos a fazer de braços e uma cenoura a fazer de nariz.
Na passada terça-feira à noite começou a nevar mais uma vez este ano. Por volta da onze da noite fui à janela e foi com surpresa que vislumbrei que estava tudo branquinho na minha rua (não resistindo até a tirar uma foto).
Isto pode até parecer um pouco provinciano, mas eu sou uma rapariga que cresceu com sol e calor, e em pequena fui habituada a adormecer com o som das ondas a bater. Ver assim neve é algo que ainda hoje uma coisa que me impressiona, e não sei explicar bem o porquê me deixar feliz.
Na quarta de manhã havia ainda mais neve acumulada na rua, nos carros, nas árvores, e durante a viagem para o emprego comecei a desejar não ir, e ficar a brincar com os miúdos que alegremente construíam bonecos e faziam guerras de bolas de neve. Consegui tirar umas fotos para publicar no blog, para partilhar com quem me lê as imagens da minha vizinhança em tons de branco.
Eu não explicar bem o que é. Talvez seja o barulho que faz quando a pisamos, a textura quando a agarramos, a sensação que nos dá quando nos bate na cara, mas a neve faz-me sentir criança outra vez.



Nem mesmo o ter de andar com cuidado para não escorrer no gelo quando se quer correr para o autocarro me faz mudar de ideias: praia e sol é muito bom, mas um pouco de frio e de neve também nos aquece a alma.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Back to Black
Para trás ficam duas semanas de emoções fortes: o primeiro Natal celebrado na minha querida casinha; um fim de semana relaxante em muito boa companhia na Curia, onde me dividi entre saunas, banhos turcos, piscina interior aquecida, jacuzzi e massagens (ah...e as misteriosas banheiras de água gelada vs água a escaldar, que ainda não compreendo..); o mar de Sesimbra tão revolto que não me podia aproximar do muro da marginal; uma passagem de ano maravilhosa, finalmente com as minhas fofanelas (embora faltassem algumas...); e ver o meu Benfica ganhar e bem ao um clubeco do norte; entre outras...
Meus amigos que me lêem, um Feliz 2010 para todos e que as vossas desejos e resoluções se concretizem!

