Pages

Mostrar mensagens com a etiqueta Londres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Londres. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de agosto de 2012

Mascot Hunting #2

Consegui fotografar mais três exemplares das mascotes Olimpícas que estão por esta Londres fora. Entre elas a minha favorita até agora, que se encontra perto de Oxford Street (onde mais poderia estar?):

 Shopper Mandeville (South Molton Street)

Cycling Wenlock (Grosvenor Square)

Walking Dog Wenlock (South Molton Street)




domingo, 5 de agosto de 2012

Olympic London

Este é um Verão fantástico para se estar em Londres (Verão no sentido teórico, pois no prático é o que se sabe). Depois do Jubileu, começaram finalmente os tão antecipados Jogos Olímpicos Londres 2012.
A cidade está ao rubro, cheia de gente que veio de todos os cantos do mundo participar na festa Olimpica. Os Britânicos estão a levar o evento a sério e é vê-los vestidos da cabeça aos pés com a sua Union Jack, mas os Americanos, Canadianos e Brasileiros não lhes ficam atrás, e por todo lado se vêm pessoas a exibir orgulhasamente a sua bandeira e as cores do seu país. Curiosamente ainda não vi ninguém com as cores ou a bandeira de Portugal.


O nossos bilhetes são só para a semana (outros posts virão), mas hoje fomos aproveitar o sol que intercalou com os aguaceiros e fomos dar um passeio junto ao rio. Havia um mar de gente vestida a rigor, e por todo o lado há parafernália olimpica, ajudando assim a manter este ambiente de festa que se vive na capital Londrina.


Lembro-me quando nos mudámos para Londres de pensar que provávelmente não estariamos cá para os Olimpicos e de ter alguma pena. 2012 chegou sem avisar e cá estamos nós, ainda em Londres, a viver uns Jogos Olimpicos, uma oportunidade que provávelmente não teriamos noutra cidade.

Até o famoso Lord Nelson teve direito a uma mudança de visual, e ganhou um chapéu novo com a Union Jack, apoiando assim a Team GB nestes jogos.



Foram-se as cabines telefónicas artisticas e vieram as mascostes dos JO London 2012. Wenlock (mascote dos Olimpicos) e Mandeville (mascote dos Paralimpicos) estão por toda a cidade "vestidos" de diversas formas e fazem as delícias dos turistas e não só (as minhas também!). Não consegui mais fotos das cabines mas vou tentar apanhar das mascotes.
Hoje consegui umas quantas:

Pirate Wenlock

Rainbow Wenlock


Mandeville

Artsy Wenlock

Big Ben Wenlock

Underwater Wenlock


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Bad Medicine



Ontem tivemos a nossa primeira experiência com as Urgências neste país. Nada de grave, apenas uma lesão futebolística do Rui Costas cá de casa, mas o suficiente para nos termos de deslocar lá para resolver a situação.
Ora bem, as Urgências são iguais em todo o lado, pelo que me pareceu. Uma pessoa chega lá, dá conta do ocorrido à triagem e espera até que lhe chamem. Nada de especial.
Outra coisa que é em tudo semelhante, pelo que me recordo das minhas experiências nas Urgências em Portugal, é a concentração de gente um tanto ou quanto destrambelhada por metro quadrado da sala de espera. Em 1,5 hora que durou a nossa visita, tivemos 3 encontros de primeiro grau com três espécies a precisar de a) tratamento psiquiátrico ou b) um par de estalos.
Senão vejamos:

1. O primeiro contacto com gente tresloucada deu-se comigo enquanto esperava que o lesionado fizesse um raio x. Fiquei a conhecer o chamado "tresloucado-bully". É certo e sabido que as cadeiras das salas de espera dos hospitais não são das mais confortáveis do mundo. Principalmente para alguém cujo centro de gravidade está um pouco desviado, e cujo simples acto de estar sentada possa se tornar numa pequena tortura para as costas. Ora quando isto me acontece, a única forma de aliviar é sentar-me à "chinês" como se costuma dizer. Eu sei, e assumo a culpa, que não é bonito por os pés em cima das cadeiras. Eu sei. Mas posso puxar dos galões e dizer que estando grávida, é mesmo a única forma de me aliviar do mau estar causado por estar sentada em cadeiras pouco confortáveis? Posso? Eu até nem tenho usado a minha condição para usufruir de tratamento especial (ok, à excepção daquela poltrona insuflável no Rock in Rio!)...achei que me perdoariam a transgressão.
Ora estava eu entretida com o meu telemóvel à espera, provávelmente a ver quem andava a fazer o quê no Facebook ou coisa que o valha, quando oiço uns gritos: "Oi! Oi!" Para quem não está familiarizado com esta esta expressão em Inglês, o "Oi!" é uma forma de calão usada para chamar a atenção a alguém em género de desaprovação. E estava a ser dirigido a mim. Pelo segurança das Urgências. Do outro lado da sala. Não contente com esta forma de chamar à atenção muito pouco ortodoxa, o senhor ainda continuou num tom de voz como de quem repreende um adolescente que leva um chocolate sem pagar de um supermercado : "TIRA OS PÉS DE CIMA DA CADEIRA JÁ!".
A minha reacção foi de sair daquela posição de imediato, o que pareceu agradar ao bully do segurança que desapareceu para outra sala qualquer,  provavélmente muito orgulhoso de si mesmo por ter gritado a uma grávida. A reacção seguinte foi fazer beicinho e lutar contra uma lágrima teimosa. E antes que me comecem a julgar lembro que nesta altura do campeonato eu choro a ouvir o hino nacional nos jogos da selecção, ou por ver uma foto de gatos fofinhos, por isso acho que até me portei lindamente ao conter as lágrimas. Por mim, a última reacção foi fazer uma queixa formal. Azar do senhor segurança bully, já tinha avistado os papéis dos comentários enquanto tentava passar o tempo. Azar do senhor, eu gosto de escrever, especialmente quando me irritam ou causam beicinho. Azarinho mesmo do senhor segurança, eu tinha uma caneta na mala, e algum tempo em mãos.

2. O segundo espécie do "tresloucado-hooligan" foi testemunhado pelo J. enquanto esperava pelo seu raio x. Um senhor, com ambos os braços acabados de ligar devido ao que pensamos ser queimaduras, é informado que tem de ficar em observação durante a noite, e que já lhe estão a preparar um quarto. Preocupação do senhor: "Mas assim, onde é que eu vejo o futebol?!!!". É bom saber que certas pessoas têm as prioridades certas.

3. Por fim, o meu espécie favorito: o "tresloucado-idosa-amarga". Há sempre uma em todas as urgências. Acham sempre que a sua maleita é pior que a dos outros todos, e que deviam ter uma sala de espera só para elas, assim género "frequent flyer" das Urgências. Usam sempre as cadeiras do lado para os seus sacos e saquinhos, e ai de quem ousar pedir para se sentar ali, mesmo que seja o último banco de toda a sala de espera e que a pessoa em questão tenha acabado de perder um braço. Depois de a ver resmungar por isto e aquilo, topei-a logo mas não me indignei por aí além. Quando me cruzo com alguém assim fico sempre a pensar nas razões pelas quais levam uma pessoa a ficar assim tão amarga com a vida e com todos os seres vivos à face da terra. E tento não julgar, porque a vida às vezes é bastante cruel. Então esta situação já se passou mais para o fim da nossa visita às urgências. Enquanto o J. esperava os resultados do raio x, eu fui levantar dinheiro para o táxi para casa e comprar umas bolachinhas porque as nossas barrigas já estavam a dar horas. Voltei à sala de espera, e a senhora amarga, chamemos-lhe assim, tinha ocupado o meu lugar ao lado do J. Tudo ok, havia um ao lado dela e sentei-me lá, ao som de um resmungo (pelos vistos ela não gosta mesmo de companhia). Troquei umas poucas palavras com o João, mais resmungos. Passei-lhe um pacote de bolachas. Mais resmungos. O João devolveu-me o pacote das bolachas....e caíu o Carmo e a Trindade. Abateu-se o céu, abriu-se uma fenda no chão e de lá saiaram os mais horriveis monstros e demónios que possam imaginar. E resolver encarnar naquela senhora de feições franzinas e ar de quem está zangada com o Universo. "Quantas vezes mais é que vão continuar a fazer isso? Isso incomoda-me! Estou doente! Parem de passar coisas e falar um com o outro!".
Ora se uma das minhas reacções no primeiro caso foi fazer beicinho...neste caso foi primeiro de choque, depois de simpatia por aquela senhora, que verdade seja dita, deve ser um pouco solitária. Depois de lhe explicar que tinhamos fome, e que 95% das pessoas naquela sala de esperam sofriam de uma maleita de qualquer espécie (e depois de ouvir mais uns resmungos entre dentes da parte dela) resolvi ignorar e continuar a comer a minha Oreo sem me chatear muito. Pouco tempo depois ela foi chamada e podemos continuar a conversar - longe de mim querer perturbar a senhora ainda mais com a minha bolacha de chocolate e creme no meio. E foi nesta altura que reparei nos olhares de apoio e nos sorrisos de compreensão que algumas pessoas pessoas me deitavam. E pensei...espero não chegar à idade dela tão amarga com a vida. Espero que a minha memória me permita recordar este episódio, para me lembrar que não vale a pena stressar por uma bolacha.

domingo, 2 de outubro de 2011

Day Five: From a High Angle

Talvez não inteiramente "from a high angle", mas aqui fica a foto de hoje. Pelo menos é vista de cima, não? Como já devem ter reparado, não estou a fazer este desafio 30 dias 30 fotos para exibir as minhas qualidades de fotográfa, por isso já sabem que algumas fotos vão fugir um pouco ao tema proposto (mas não muito prometo!).

A foto de hoje retrata (sem qualquer trocadilho) o primeiro local que visitei em Londres, quando cá vi de férias há muito muito tempo (era eu uma criança lalala), ainda sem fazer ideia que viria para cá morar. É a estação de Liverpool Street, de onde um dia submergi de mala de viagem em punho, entusiasmada por visitar a cidade que sempre quis ver, conhecer, experimentar e cheirar. Que me acolheu e me mudou, nem sempre de forma fácil, e que contribuiu para fazer de mim quem eu sou hoje.

E que não me desiludiu, pelo menos até agora.

domingo, 15 de maio de 2011

Columbia Road Flower Market

E é tempo de voltar aos posts sobre Londres, e a nossa vida em Londres. Hoje, plácido domingo, fomos até Columbia Road e ao seu famoso Flower Market. Columbia Road é uma rua que largura mediana, que se torna mínima dada a quantidade de pessoas que enchem a rua em busca dos melhores achados florais. Rosas, lírios, tulipas, girassóis, próteas, cravos, enchem a rua de um colorido imenso e de uma aroma agradável. A banda sonora desta pintura campestre são os pregões dos vendedores que prometem vários ramos em troca de uma nota de £5, ou pés de laranjeira em troca de duas. A ladear a passarela hortícola estão várias lojas de bairro, a vender cupcakes, antiguidades, roupa em segunda mão. O verdadeiro East End londrino decorado com as mais belas flores de Inglaterra e arredores.
Um belo passeio, com o único senão de ter tanta tanta gente, que muitas vezes se torna difícil ver as barraquinhas e os seus produtos. Mas, fosse eu uma pessoa que acorda cedo sem problemas, teria ido mais pela fresquinha da manhã e não à hora do almoço, e teria tido uma vista mais desafogada.
Uma experiência a repetir, com a promessa de tentar ir mais cedo da próxima vez (tentar, atenção!).








domingo, 19 de dezembro de 2010

White London

Mais uma vez Londres acordou coberta de neve. Mas desta vez, em quantidades nunca vistas antes por esta que vos escreve. O suficiente para fechar aeroportos, atrasar o metro, cancelar comboios, fazer os carros andar a passo de caracol. O suficiente também para animar crianças e adultos, para construir bonecos de neve, para espicaçar as mais afogueadas batalhas de bolas de neve. Pelo menos, para aqueles que não viram as suas férias de Natal serem adiadas por uns dias, devido aos problemas de transporte...

Nós aproveitámos ao máximo: fizemos o nosso primeiro boneco de neve (o Eusébio), atirámos bolas furiosamente, desenhámos na neve, tirámos fotos. Um dia para recordar.

Antes das fotos deste dia fica a pergunta, porque é que todos anos, à minima queda de neve, Londres pára e torna-se numa cidade caótica em termos de transportes? Afinal, neve já não é novidade neste país....





quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Let it Snow

Este ano chegou mais cedo, o manto branco. Aqui ficam algumas fotos. Poucas, porque é difícil teclar e mexer no rato com temperaturas negativas!








sábado, 13 de novembro de 2010

It's my party, and I'll cry if I want to!

Os aniversários são dias que passam num piscar de olhos. Mas são dias diferentes, em que acordamos e nos sentimos especiais, em que recebemos mensagens e telefonemas e emails sem parar. Faz-nos sentir como uma daquelas celebridades que estão constantemente a levar com o flash das máquinas fotograficas dos paparazzi, mas óbviamente em formato sms. Mas somos mais daquelas estrelas cadentes, que têm os seus 15 minutos de fama e que no dia seguinte já não fazem capas de revista.

Este foi um aniversário grande, como tal foi celebrado a 3 frentes:

1. Londres, comigo mesma e com os amigos londrinos

2. Lisboa, com a familia

3. Sesimbra, com os amigos portugueses

No dia D fui tirando algumas fotos, com a ideia de mais tarde publicar aqui no blog e desta forma partilhar com os que estão longe este dia especial, em que passei uma barreira, que segundo dizem, é significativa. Eu ainda não senti grandes diferençaas, mas também ainda sou nova nesta faixa etária. Escolhi falar deste dia, o dia 1 dos festejos,porque as pessoas que lêem este blog (sim, vocês duas!) estiveram presentes na celebração em Sesimbra, portanto já sabem de gingeira o que se passou lá, e o quão especial foi!

Comecei o dia a dormir, básicamente. Quem me conhece sabe que dormir é uma das minhas coisas favoritas, e poder dormir um pouco mais do que isto de ter um emprego me permite, é um belo presente de aniversário.

Ao almoco fui ter com o meu mor, que me esperava alegremente com um belo ramo de flores em punho, e que me parabenizou mais uma vez (depois dos primeiros festejos assim que o relógio marcou a meia noite).

Levou-me a almocar ao Ping Pong, um restaurante de Dim Sum muito apreciado aqui pela vossa amiga. Foi um verdadeiro manjar dos deuses, acreditem (eu sei que as fotos não fazem justiça)!

Depois de um belo repasto, o meu mor teve de voltar para o emprego, e foi então que começou uma das coisas pelas quais eu mais ansiava: uma tarde só para mim, perdida por Londres, em que não tinha de dar satisfações a ninguém, e podia fazer o que bem entendesse. A minha escolha recaiu sobre o Victoria & Albert Museum, um dos meus museus favoritos.

Infelizmente a colecção que queria ver estava fechada, mas deu para me perder na colecção de moda permanente, e observar examplares de vestidos magníficos dos dias de hoje e dos dias de ontem, e constatar que realmente as coisas são bem mais fáceis para as mulheres hoje em dia (se não contarmos com os saltos agulha, pois claro). Depois de ganhar alguma inspiração e de olhar babada mais uma vez para alguns dos vestidos lá presentes (como este verde de Vivienne Westwood, o lindíssimo vestido Piano de Karl Lagerfeld para a Chanel e o famoso vestido de pérolas usado pela Lady Di aquando da sua visita a Hong Kong), uns pelo bom gosto, outros pelo marcar de uma era.

Depois de deambular pela loja do museu (adoro lojas de museus pronto, é uma fraqueza que eu tenho!) fui até Piccadilly para o lanche, onde me refastelei com chá e scones, com clothed cream e doce de morango, como manda a tradição.

Confesso que tive um daqueles momentos em que olhamos para nós mesmos, como se nos estivéssemos a observar de fora, e dei comigo a pensar "Rapariga - olha os táxis e os autocarros de dois andares a passar lá fora. Tens um scone na boca. Tu estás em Londres mulher!". Parece que depois de tanto tempo ainda não estou bem habituada a esta ideia.

Depois desta epifania fui ter com umas amigas, e mais surpresas, mais flores maravilhosas e presentes. Muitos cartões! Muito gostam estes ingleses de escrever cartões de aniversário - confesso que já tenho mais em 4 anos de aniversários e afins cá do que uma vida toda em Portugal!

O dia acabou com um belo jantar num restaurante marroquino, onde não faltou dança do ventre, e um bolo surpresa maravilhoso e tão apetitoso!! Parece que este aniversário foi o aniversário dos bolos surpresa - cada um melhor que o outro!

Para o ano, em Lisboa, Londres ou onde o destino me quiser levar!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

When in Rome...

...do as romans do. But do it with a twist.

Para enfrentar as chuvinhas de Londres decidi comprar umas galochas. Mas umas que me façam sorrir. Para cinzento já bastam os dias de chuva.