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domingo, 10 de outubro de 2010

101010

Para aqueles que ficaram a pensar que foi desta que eu fritei de vez, não temam! Não usei código binário para escrever o título deste post, apenas escrevi a data de hoje. Mas se querem mesmo saber, em código binário, 101010 significa 42. Não que eu tenha googlado ou coisa assim...

Ainda me lembro de quando, a 8 de Agosto do ano da graça do Senhor de 1988, escrevi no meu diário da Mafalda, que aquele era um dia muito especial, e que só se repetiria dali a muito tempo, com a data 8/8/88.

Mais de 20 anos depois (pausa para recuperar do choque de já ter passado mais de duas décadas) cá estou eu a assinalar, de uma forma mais de acordo com os nossos dias de hoje, mais uma data capícua, 10/10/10.

Não me recordo do que fiz a 9/9/99. Estava provavelmente demasiado ocupada com o final da minha adolescência. Nem do que fiz no primeiro dia do ano 2001. Mas também não interessa nada. Interessa é que daqui a uns tempos, irei lembrar-me deste dia, como me lembro do dia 8/8/88, como o dia em escrevi neste blog sobre um assunto tão pouco interessante quanto este.

Resta-nos aguardar pelo dia 12 de Dezembro de 2012, depois do qual teremos de esperar algum tempo até que mais uma data assim armada em engraçadinha nos calhe no calendário.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mind the (Age) Gap

Hoje em conversa com uma colega, deparei-me com uma situação um pouco irreal.
Falávamos nós, como tantas vezes, da graça de ser quinta feira, e dos planos para o fim de semana.
Dizia eu que queria por o sono em dia, dado ter chegado tarde no domingo à noite de Portugal, e de na segunda ter ido ver Bad Religion. Comentei com a minha colega o facto de a banda celebrar 30 anos de carreira, e de eu, há cerca de 10 anos atrás, os ter visto em Portugal, na altura em que a banda estava a celebrar 20 anos. Dou por mim a divagar sobre o facto de já se terem passado 10 anos e dos Bad Religion já terem 30 anos de música em cima, ao que ela me responde com esta pérola:
"- É verdade, é como o Usher, também já anda nisto vai para uma data de anos!"

Serei eu que estou velha ou é ela que é muito nova?

domingo, 8 de novembro de 2009

Vida e Café

Um dia destes, ia eu descansadinha da vida a descer Regent Street quando deparei com um novo estabelecimento. Mas este não era um estabelecimento qualquer, não senhor.
Apesar de parecer uma normal coffee shop (ao estilo inglês, não holandes), a cor vermelha e o seguinte logo chamaram a minha atenção:


Mas que está este simbolo, semelhante ao da monarquia portuguesa, a fazer aqui? Terá sido o pessoal do blog 31 da Armada a internacionalizar as suas partidas? E por que raio vendem meias de leite e galões? Algo não bate certo....

Alguma pesquisa depois, e fiquei a saber que Vida e Caffe é uma cadeia de cafés sul-africana (os sul-africanos gostam muito de se fazer passar por portugueses, tou a ver). Cansados do domínio dos gigantes Starbucks, Costa e afins, e querendo acabar com café de fraca qualidade servido em 'baldes', decidiram começar a sua própria cadeia, tendo como inspiração os cafés de Lisboa e Porto e practicando aquilo que eles chamam de 'regressar às raizes do espresso' (ou bica, para os dos sul, cimbalino para os do norte).

Até aqui tudo bem. Apesar de usarem a imagem do nosso país, e de eu não ser própriamente uma grande apreciadora do néctar castanho escuro, até aplaudo a iniciativa do regressar às origens do café e assim...

Agora o problema começa com o uso da Língua Portuguesa, e a começar logo pelo nome: Vida e Caffe. O duplo 'f' deve ser para tornar mais fino. O menu está quase todo em português (apesar de eu ter algumas dúvidas de que alguém me entenderá se eu um dia lá entrar e pedir um galão), no entando acho que alguns erros poderiam ter sido evitados com um simples corrector ortográfico (escreve-se "laranja", e não "laranje" meus amigos sul-africanos).

Longe de mim ser perita em Língua Portuguesa, basta ler o blog para perceber que não o sou, mas também não estou a vender nada a ninguém, logo tenho menos responsabilidade.

Aqui está uma foto de um cartaz afixado na montra do estabelecimento.
Feita frescos?! Mas que raio...tudo bem que a língua inglesa é pobre em género, mas convém informarem-se antes de publicarem estas coisas. Eu até lá ia pô-los na ordem, mas o sítio já estava fechado às 6h da tarde. Digamos que se é assim que querem fazer frente aos Starbucks, não vão longe.
Até porque como o sitio estava fechado eu fui logo até ao Starbucks da esquina beber um caramel machiatto.
Se quiserem saber mais sobre esta cadeia, visitem http://www.vidaecaffe.com/ , e não percam os conselhos alucinantes do senhor Joao (sim, sem acento). Ou então, percam.

domingo, 6 de setembro de 2009

From Dusk 'till Dawn

O último dos feriados por cá de 2009 (com excepção do Natal e Ano Novo) passou na passada segunda feira. Agora, fins de semana prolongados, só em Abril de 2010. Como sempre, aproveitámos o fim de semana grande para conhecermos mais um pouco deste país que nos acolhe. Ainda a explorar o sul de Inglaterra, fomos até à região de Canterbury (Cantuária para os amigos).

Como continuamos em busca da praia perfeita, decidimos começar o dia em Herne Bay, seduzidos pela perspectiva de ver o mar e quem sabe passear na praia. A experiência não foi tão boa como Camber Beach, ou até mesmo Brighton. Podia mencionar a praia, uma mistura de areia e calhaus. Também podia mencionar o cheiro a fritos e os carrocéis e salões de jogo espalhados pela 'marginal'. Até podia mencionar o facto de não termos encontrado um sítio decente para almoçar e o facto de só se verem velhinhos a passear os cães pela rua. Podia mencionar, mas não o vou fazer (hm...parece que já o fiz). Ouvimos falar de Herne Bay através dos extras do DVD de Little Britain: é em Herne Bay que Emily Howard se passeia dizendo coisas como 'I'm a lady!' vestida com roupas antíquissimas. Isso devia ser um prenúncio do que Herne Bay é na realidade: uma cidade costeira que ficou paralisada no tempo, algures entre a época das vestimentas de Emily Howard e os nossos dias. Mais digna da série 'Liga de Cavalheiros' que de 'Little Britain'. Resumindo: acabamos por sair de lá o mais rapido possível e fomos procurar almoço para outras paragens.

Para não dizerem que sou mázinha, aqui ficam algumas fotos da localidade, que na minha opinião, até favorecem o sítio:


Depois desta experiência quase traumatizante, fomos até Canterbury, o centro da religião anglicana. Uma cidadezinha encantadora, com a sua catedral com o mesmo nome. Almoçamos num pub, fish and chips e uma pint ( de shandy, mas não deixando de ser pint) ao som de Beatles. O centro de Canterbury é realmente pitoresco, com as suas casinhas baixinhas típicas e as lojas a lembrarem a Inglaterra de antigamente.


Depois do almoço fomos visitar a catedral, onde tivemos a oportunidade de ver e ouvir um pouco do ensaio do coro. Uma bela experiência, e não fosse o facto de não ver asas, provavelmente teria acreditado que aquelas criancinhas com vozes de mel seriam anjos. Outro ponto interessante foi o facto de pela primeira vez ter visto uma vigária, o que, como mulher, me deixou a sorrir e até, confesso, com uma pontinha de orgulho. Ou talvez seja apenas o meu lado rebelde a vir ao de cima.
Depois de tomarmos uma bebida quente para aquecer (visto que o dia estava surpreendentemente fresco) no Starbucks de Canterbury (que pelos vistos é habitado por criaturas mitologicas peludas que só surgem em noites de lua cheia – ver foto abaixo) metemo-nos ao caminho para visitar Leeds Castle, entitulado por muitos como o castelo mais bonito de Inglaterra. Infelizmente, chegámos já tarde, e não conseguimos entrar, tendo então que deixar esta aventura para uma próxima vez. Esperemos que não seja para Abril de 2010.


E assim meus caros, se passou mais um dia de fim de semana prolongado. Dia este que começou e acabou de forma mais atribulada, mas que teve momentos bastante agradáveis pelo meio! E assustadores também (refiro-me ao lobisomem to Starbucks, claro).

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Eat like a Portuguese

Ainda relacionado com o post anterior, acabámos o dia do escaldão no Nandos (quase que me envergonho de dizer isto). O Nandos é uma cadeia de restaurantes (supostamente) portuguesa, que usa um Galo de Barcelos como logo, ao qual chamam de Barci. Fundado por um sul-africano, e com vários restaurantes por este mundinho fora, especializa-se em frango assado com 'peri-peri' (sim, escrevem-no mesmo assim). Vendem Super Bock e Sagres, pasteis de nata e mousse de chocolate em tacinhas de barro que fazem lembrar as taças de sobremesas da Menorquina, que são vezes demais aproveitadas mais tarde para cinzeiros nos restaurantes mais típicos.
Optei por um prego, desejosa de comer um belo bifinho entre duas metades de papo-seco ensopado em mostardinha. Mas o que me chegou à mesa era um pouco differente: o bife estava lá, e até a tentativa de papo seco (ou portuguese roll, como lhe chamam) não era assim tão diferente, mas mostarda, nem vê-la. Em vez disso, maionese. Maionese! E uma folha de alface e rodelas de tomate. Sim, salada num prego. Ora meus amigos do Nandos – isto não é um prego! É um hamburguer mutante. Um hamburguer-prego. Um hambrego. Ora, estão um pouco equivocados nisto da comida portuguesa. E depois de ver o seguinte viral no youtube, não isto do hambrego não me surpreende:




Ora bem, eles também não sabem bem o que é ser português. Nós não somos todos padres com bigode. E além lhes diga que lá por uma canção ter a palavra ‘Portugal’ no refrão, não quer dizer que seja cantada em português.

(Não sei bem se o video é oficial – mas não vejo porque não o seja, embora nem sempre se possa confiar no youtube. Além de que já ouvi anúncios deles na rádio, em que punham os portugueses todos a andar de burrito. Além daquele cantor pimba, não conheço nenhum português que ainda ande de burro, mas tudo bem!)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Credit Crunch

Não é segredo nenhum que a crise que se faz sentir por este mundo fora se está a sentir com grande intensidade no Reino Unido. O governo britânico teve de intervir no caso do Royal Bank of Scotland, que é agora maioritáriamente gerido pelo governo, e consequentemente pelo dinheiro dos contribuintes. Lembram-se daquele anúncio a um banco (talvez o BES, não me lembro bem) em que se referiam ao banco como sendo propriedade de todos os seus clientes? Pois acho que neste caso posso dizer que o RBS é o meu banco. Pelo menos no que aquele bocadinho que retiram dos meus descontos diz respeito. Em tempos de desespero temos de recorrer a medidas desesperadas, e até compreendo a intervenção do governo nestes casos, embora não ande por aí a bater palmas de contente. Alguma coisa tem de ser feita de modo a suportar as estruturas da nossa sociedade. Adiante, hoje anunciaram que vão despedir 9000 trabalhadores do RBS, 4500 dos quais no Reino Unido. Esta notícia, já de si trágica, é ainda mais trágica sabendo que o antigo CEO do RBS, em grande parte responsável pela queda do banco, recebe uma pensão de £693,000 por ano paga pelo próprio RBS, pensão esta que o senhor acordou já prevendo que o banco teria inevitavelmente que cair nas mãos do governo de modo a evitar falência. Ora este senhor tem a faca e o queijo na mão, e legalmente não lhe podem retirar a choruda pensão, pois está tudo escrito e assinadinho. O governo, apelando ao sentimento do senhor, já lhe 'pediu' que devolvesse, ou que reduzisse pelo menos, a sua pensão. Até o novo CEO do banco fez o mesmo pedido. Mas Fred Goodwin recusa-se a ceder. Eu não sei como este senhor dorme a noite, especialmente sabendo agora que 9000 empregados vão para rua enquanto ele suga um banco que está num buraco tal que teve de ser apoiada pelo governo. Entretanto a sua pensão continua a sair dos bolsos dos contribuintes. E face a isto, até compreendo o que aconteceu a umas semanas, quando lhe vandalizaram a mansão e o carro (suponho que não fosse um punto ou um fiesta). Porque há coisas que não cabem na cabeça de ninguém....

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Step by Step

Estava eu a ver um programa qualquer daqueles fantásticos na TV inglesa, quando na pausa para compromissos comerciais vi o seguinte anúncio (inglês para uma marca inglesa):



Reconhecem?

Ahhh o quentinho na barriga, a lágrima teimosa a querer saltar do olho, a famosa saudade...é a Lisboa que eu amo!

domingo, 23 de novembro de 2008

Cake...in a mug?

Desde que há uns tempos recebi um mail a explicar como fazer um bolo de chocolate em poucos minutos que andava com vontade de experimentar. O mail vem com quantidades precisas, instruções e fotos de todos os passos da receita. Basicamente involve farinha, açúcar, ovo, chocolate em pó e leite. Mistura-se tudo numa caneca com uma colher de óleo e depois, 3 minutos no microondas na potência máxima.

O resultado final foi este:

A confecção do bolo foi um fartote de riso, e acho que toda a experiência valeu por isso. Porque o bolo, não diria que estava intragável, mas é assim mais parecido com uma esponja com sabor a chocolate do que um bolo de chocolare. Ideal quando descobrimos que o colega do lado faz anos e nós não comprámos bolo. Se o escritório tiver microondas, é só por uma vela e já está.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Babyliss

Sabemos (ou confirmamos as nossas suspeitas) que estamos num ambiente diferente quando a meio de um dia de trabalho, encontramos uma colega a esticar o seu longo cabelo, usando um daqueles ferros quentes para esse efeito. Foi o cheiro a quente que a denunciou.

domingo, 5 de outubro de 2008

Anarchy In The UK

Sabemos que o punk rock já não é o que era quando vemos Johnny Rotten dos Sex Pistols a fazer anúncios a manteiga na televisão.



terça-feira, 12 de agosto de 2008

Le Fabuleux Destin de Murphy

"Life imitates art far more than art imitates Life."

Oscar Wilde

Estão a ver aqueles gnomos de loiça horrendos que algumas pessoas bem intencionadas gostam de pôr no seu jardim? (perdoem-me desde já se algum de vocês possuí um destes exemplares, nem que seja na vossa marquise, mas confesso que não fazem parte das minhas escolhas para decoração, nem mesmo em jardins). À cerca de 7 meses uma avózinha de Gloucester deu por falta de um dos seus adorados gnomos. Imagino que a senhora tenha ficado revoltada, mas alem de culpar a juventude e coisas do género pouco foi feito para descobrir o paradeiro de Murphy (o nome do gnomo, que original...). Até que à pouco tempo a avózinha recebeu de volta o dito gnomo, acompanhado de fotografias do mesmo em 12 paises diferentes (incluindo Nova Zelandia, Singapura, Austrália, Camboja, Moçambique...) a tomar banho, a escalar montanhas, assim como os respectivos carimbos de imigração atribuidos nas fronteiras. Uma carta a acompanhar o gnomo dizia:

"There's more to life than watching daily commuter traffic and allowing passing cats to urinate on you."

Não podia concordar mais com o Murphy.



Este gnomo deve ter muitas historias para contar às gnomas lá no seu jardim.
Ver noticia aqui.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Smiling Babies

"Sorriso dos bebés pode ser uma fonte de prazer para as mães ", in Publico

Será que alguém duvidava disto?
Espero que não tenham gasto muito dinheiro neste estudo...

domingo, 13 de julho de 2008

Fittest Footballers

Há uns tempos, ainda durante o Euro 2008, encontrei uma revista cor de rosa no metro. Como a viagem ia ser longa, resolvi dar uma vista de olhos e rir um bocadinho. Não pensei que ia rir tanto.

Na bendita revista, havia uma matéria sobre os jogadores mais atraentes do Euro.
Em primeiro lugar, um jogador português. Rotulado de "Hot One".
A legenda dizia Nuno Gomes. A foto era de...Meira.


Que tal um pouco de pesquisa antes de publicar estas coisas? Não era mal pensado.

quinta-feira, 13 de março de 2008

What is wrong with this map?


Encontrei este mapa do sul de Portugal num blog. Deveras interessante. Foi publicado no Financial Times em Outubro de 2007.