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sábado, 13 de novembro de 2010

It's my party, and I'll cry if I want to!

Os aniversários são dias que passam num piscar de olhos. Mas são dias diferentes, em que acordamos e nos sentimos especiais, em que recebemos mensagens e telefonemas e emails sem parar. Faz-nos sentir como uma daquelas celebridades que estão constantemente a levar com o flash das máquinas fotograficas dos paparazzi, mas óbviamente em formato sms. Mas somos mais daquelas estrelas cadentes, que têm os seus 15 minutos de fama e que no dia seguinte já não fazem capas de revista.

Este foi um aniversário grande, como tal foi celebrado a 3 frentes:

1. Londres, comigo mesma e com os amigos londrinos

2. Lisboa, com a familia

3. Sesimbra, com os amigos portugueses

No dia D fui tirando algumas fotos, com a ideia de mais tarde publicar aqui no blog e desta forma partilhar com os que estão longe este dia especial, em que passei uma barreira, que segundo dizem, é significativa. Eu ainda não senti grandes diferençaas, mas também ainda sou nova nesta faixa etária. Escolhi falar deste dia, o dia 1 dos festejos,porque as pessoas que lêem este blog (sim, vocês duas!) estiveram presentes na celebração em Sesimbra, portanto já sabem de gingeira o que se passou lá, e o quão especial foi!

Comecei o dia a dormir, básicamente. Quem me conhece sabe que dormir é uma das minhas coisas favoritas, e poder dormir um pouco mais do que isto de ter um emprego me permite, é um belo presente de aniversário.

Ao almoco fui ter com o meu mor, que me esperava alegremente com um belo ramo de flores em punho, e que me parabenizou mais uma vez (depois dos primeiros festejos assim que o relógio marcou a meia noite).

Levou-me a almocar ao Ping Pong, um restaurante de Dim Sum muito apreciado aqui pela vossa amiga. Foi um verdadeiro manjar dos deuses, acreditem (eu sei que as fotos não fazem justiça)!

Depois de um belo repasto, o meu mor teve de voltar para o emprego, e foi então que começou uma das coisas pelas quais eu mais ansiava: uma tarde só para mim, perdida por Londres, em que não tinha de dar satisfações a ninguém, e podia fazer o que bem entendesse. A minha escolha recaiu sobre o Victoria & Albert Museum, um dos meus museus favoritos.

Infelizmente a colecção que queria ver estava fechada, mas deu para me perder na colecção de moda permanente, e observar examplares de vestidos magníficos dos dias de hoje e dos dias de ontem, e constatar que realmente as coisas são bem mais fáceis para as mulheres hoje em dia (se não contarmos com os saltos agulha, pois claro). Depois de ganhar alguma inspiração e de olhar babada mais uma vez para alguns dos vestidos lá presentes (como este verde de Vivienne Westwood, o lindíssimo vestido Piano de Karl Lagerfeld para a Chanel e o famoso vestido de pérolas usado pela Lady Di aquando da sua visita a Hong Kong), uns pelo bom gosto, outros pelo marcar de uma era.

Depois de deambular pela loja do museu (adoro lojas de museus pronto, é uma fraqueza que eu tenho!) fui até Piccadilly para o lanche, onde me refastelei com chá e scones, com clothed cream e doce de morango, como manda a tradição.

Confesso que tive um daqueles momentos em que olhamos para nós mesmos, como se nos estivéssemos a observar de fora, e dei comigo a pensar "Rapariga - olha os táxis e os autocarros de dois andares a passar lá fora. Tens um scone na boca. Tu estás em Londres mulher!". Parece que depois de tanto tempo ainda não estou bem habituada a esta ideia.

Depois desta epifania fui ter com umas amigas, e mais surpresas, mais flores maravilhosas e presentes. Muitos cartões! Muito gostam estes ingleses de escrever cartões de aniversário - confesso que já tenho mais em 4 anos de aniversários e afins cá do que uma vida toda em Portugal!

O dia acabou com um belo jantar num restaurante marroquino, onde não faltou dança do ventre, e um bolo surpresa maravilhoso e tão apetitoso!! Parece que este aniversário foi o aniversário dos bolos surpresa - cada um melhor que o outro!

Para o ano, em Lisboa, Londres ou onde o destino me quiser levar!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

When in Rome...

...do as romans do. But do it with a twist.

Para enfrentar as chuvinhas de Londres decidi comprar umas galochas. Mas umas que me façam sorrir. Para cinzento já bastam os dias de chuva.

These are a few of my favourite things

Porque hoje foi um dia menos bom, decidi fazer uma lista de algumas coisas que me fazem feliz, para me lembrar que nem tudo é mau.


O barulho da chuva a cair lá fora quando estou enroladinha no sofá a ver um bom filme com uma caneca de chá fumegante e scones feitos por nós dois.

Beber um cappuccino e um pain au chocolat no meu café favorito enquanto leio um bom livro.

Beber um café com as amigas à beira mar ao entardecer.

O riso dos meus sobrinhos.

O sorriso da minha mãe.

Os abraços do meu pai.

Os conselhos da minha irmã.

O rir desalmadamente com a minha cara metade sobre coisas idiotas.

Ficar acordada até tarde a ver Frasiers.

Sentar-me junto ao rio às sextas feiras com sol a beber um copo com os amigos.

O ronronar suave dos gatinhos quando estão felizes (ok, sé de ver um gato a minha moral sobe logo, admito).

Bebés, e as suas mãos e pés pequenitos.

Qualquer episódio do Seinfeld.

Casais velhinhos de mãos dadas.

Lisboa vista de cima quando o nosso avião está prestes a chegar.

Olhar para o mar em Sesimbra quando há vendaval.

Partilhar uma caipirinha com a minha irmã (com muito açúcar!).

Ouvir os meus pais contar pela milésima vez como se conheceram.

Ver Sesimbra da serra, quando chego de férias.

Pisar neve fresca.

A baixa lisboeta e as suas ruas milimetricamente paralelas.

O Rossio e o zumbir da gente que se movimenta de um lado para o outro.

Ver fotos antigas, e rir com os penteados e roupas que nós usavamos.

Receber uma carta no correio.

Receber uma mensagem daquela amiga que nunca, mas nunca, me manda mensagens.

Ler um "bom dia" daquelas amigas que quase todos os dias nos ajudam a ultrapassar mais um dia de trabalho.

Chegar a casa e ter flores à minha espera.

Acordar sem despertador.

Adormecer quando o sono vem e não quanto tem de ser (porque faltam x horas para acordar).

Encontrar pasteis de nata longe de Portugal (aliás, encontrar o que quer que seja português, longe de Portugal).

Ouvir Mariza enquanto caminho pelas ruas de Londres.

Ver o Benfica a ganhar.

Ouvir as minhas musicas favoritas tocadas ao vivo.

domingo, 10 de outubro de 2010

It's a nice day for a white wedding #2

Atenção: este post contém alto teor de ironia

Daqui a 6 mesinhos é o grande dia.
Mas antes disso a nossa queda para a organização de eventos vai sendo posta à prova, quase todos os dias.
Mas pouco a pouco, vamos conseguindo umas coisinhas.

Quinta - foi dificil escolher quando entre as várias hipóteses se encontram o Mourinho das Quintas e a quinta onde se gravou o filme "A Noite das Facas Longas" mas após alguma ponderação lá escolhemos e surpresa, surpresa, não é nenhuma destas!

Fotógrafo - também foi excruciante lutar contra a vontade de escolher um fotógrafo que fizesse um álbum de casamento contendo as famosas fotos estilo "beijinho-à-mãe-beijinho-ao-pai". Garanto-vos que queria mesmo que tirassem uma foto ao meu reflexo no espelho, ou até mesmo uma daquelas em que a noiva olha apaixonada para uma foto do noivo. Ao segundo interveniente deste drama também lhe estava mesmo a apetecer tirar uma foto com o casaco ao ombro, a olhar para o horizonte enquanto posa na sala dos pais, mesmo ao lado da mesa dos rissóis para os convidados petiscarem enquanto esperam a sua vez na sessão de fotos "beijinho". Mas fomos fortes, sim fomos muito fortes, e escolhemos um fotógrafo assim mais inclinado para a foto-reportagem, capaz de fazer assim umas fotos menos fabricadas e mais espontâneas.

Animação - ainda não concluimos esta busca, mas estamos perto. Será agora uma tentativa de conseguir um DJ capaz de incluir todas as músicas cliché, tipo a música do Dirty Dancing, Hero da Mariah Carey, Angel do Robbie Williams, My Heart Will Go On do Celine Dion, e outras torturas que tais. Estamos abertos a sugestões, caso tenham alguma ideia de músicas azeiteiras que são obrigadas por lei a passar em casamentos.*


*a gerência não garante que as sugestões passem disso mesmo, de sugestões!

101010

Para aqueles que ficaram a pensar que foi desta que eu fritei de vez, não temam! Não usei código binário para escrever o título deste post, apenas escrevi a data de hoje. Mas se querem mesmo saber, em código binário, 101010 significa 42. Não que eu tenha googlado ou coisa assim...

Ainda me lembro de quando, a 8 de Agosto do ano da graça do Senhor de 1988, escrevi no meu diário da Mafalda, que aquele era um dia muito especial, e que só se repetiria dali a muito tempo, com a data 8/8/88.

Mais de 20 anos depois (pausa para recuperar do choque de já ter passado mais de duas décadas) cá estou eu a assinalar, de uma forma mais de acordo com os nossos dias de hoje, mais uma data capícua, 10/10/10.

Não me recordo do que fiz a 9/9/99. Estava provavelmente demasiado ocupada com o final da minha adolescência. Nem do que fiz no primeiro dia do ano 2001. Mas também não interessa nada. Interessa é que daqui a uns tempos, irei lembrar-me deste dia, como me lembro do dia 8/8/88, como o dia em escrevi neste blog sobre um assunto tão pouco interessante quanto este.

Resta-nos aguardar pelo dia 12 de Dezembro de 2012, depois do qual teremos de esperar algum tempo até que mais uma data assim armada em engraçadinha nos calhe no calendário.

domingo, 19 de setembro de 2010

Charlie and the Chocolate Factory

Eu nunca fui uma rapariga com o dom da culinária. No geral, safo-me, mas não tenho umas mãos de fada para fazer cozinhados - os meus cozinhados são (a maioria das vezes) mais que comestíveis mas não são nenhum manjar dos deuses. Gosto de pensar que tenho outros atributos!

Quando comprámos a nossa casa, fiquei inspirada para ser fada do lar. Melhor, fada da cozinha. Comecei a coleccionar receitas, e em equipa experimentámos e descobrimos receitas óptimas, que ainda hoje fazemos. Mas a minha melhor obra de culinária sempre foi o bolo de chocolate. Mais uma vez, mais que simplesmente comestível, mas provávelmente não será o melhor bolo de chocolate do mundo. O que é bom, porque aparentemente andam muitos desses para aí, basta ver a ementa dos restaurantes que têm a mania que são engraçados e lá estã ele, entre o doce da casa e o pudim da avó.

Para mim, e mais importante ainda, para o meu rapaz, é um bolo muito bom. E isso chega para me sentir orgulhosa do meu bolinho.

Quando vivia em Lisboa, fazia-o muito. Em Londres, a falta de utensílios como deve ser (aiii que saudades da minha cozinha em Lisboa) não me tenta a fazê-lo com frequência. Alem disso, das vezes que tentei fazer um bolo por esta bandas, algo não correu bem e os bolos ficam assim tipo bolo lilliputiano - pequenino, pequenino. Dependendo do meu humor, culpo a farinha inglesa ou a potência do nosso forno.

A semana passada, fiz uma espécie de ultimato à farinha e ao forno inglês. Era o derradeiro teste, do qual dependia as minhas futuras tentativas de fazer bolos em Londres. Se não resultasse, arrumava a espátula e a forma do Ikea, e não me aventuraria a fazer mais do que scones durante o Inverno.

Mas meus amigos, depois de 4 aninhos, voltei a ter o prazer de ter um bolo com tamanho de gente, e cara de gente, e não um bolo com o sabor concentrado em 3 centimetros. Esta experiência deu-me alento, e hoje, armada de ingredientes portugueses comprados na merceria portuguesa em Camden Town (já vos disse que os ingredientes ingleses não são de confiança) eu misturei, mexi, bati, barrei, cozi e voilá!

O meu bolinho de chocolate está de volta, maior que o normal e tudo, e sei que o sabor continua (quase) o mesmo, a julgar pela cara de satisfação do maior critico culinário do mundo - o meu quase marido!

Prova superada! Olhem que eu já vi casamentos serem cancelados por menos que isto....


Antes de ir ao forno: a ansiedade, o nervoso-miudinho, a dúvida...

Acabadinho de sair do forno...a satisfação de constatar que tem mais que 3 cm...


E finalmente, já com cobertura. À hora que vos escrevo, já lhe falta umas fatias...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lisbon Revisited (2010)

Quando escrevi o post abaixo, foi com a intenção de escrever este logo de seguida. Mas como raramente consigo escrever neste blog com a regularidade que desejo, tal não aconteceu.

Mas aqui vai, mais vale tarde do que nunca.

No passado mês de Junho, em plena euforia do Mundial (antes do desgosto de sermos eliminados pela Espanha) fui a uma declamação de poesia de Fernando Pessoa, parte dos eventos do City of London Festival de 2011, que este ano teve como tema Portugal e os países lusófonos.

Num dia de bastante calor, lá fui eu, sózinha com os meus botões, dado que sendo dia de jogo da Argentina (que na altura ainda era uma séria candidata) ninguém optou por me fazer companhia num fim de tarde a ouvir Pessoa e a beber bom vinho português. Acharão que um fim de tarde com Maradona é bem mais produtivo.
O evento contou com participações de Inês Pedrosa (presidente da casa Pessoa em Lisboa), o Dr Seabra Pereira da Universidade de Coimbra e Richard Zenith, o líder mundial em tradução de Pessoa para a língua inglesa, assim como um dos maiores conhecedores do poeta fora do nosso país. Zenith falou um pouco da história de Pessoa e dos seus heterónimos, lendo depois alguns poemas em inglês.
Foi algo muito interessante e que me encheu de orgulho lusitano, ver um americano falar de Pessoa com um entusiasmo tal, que se notava um brilhozinho nos olhos e não conseguia disfarçar o sorriso entusiasmado.
Um pouco menos interessante foi ouvir Inês Pedrosa falar durante muito mais do que o tempo previsto sobre a Casa Pessoa, não dizendo muito de valor e roubando tempo ao Dr. Seabra Pereira, cuja participação valeu pelo video de Mariza a cantar ''Há uma musica do Povo'', uma musicalização de um poema de Fernando Pessoa, e também pelo ar atordoado dos presentes que não entenderam uma palavra do inglês atroz do Dr Seabra Pereira (à que dizê-lo com frontalidade, já dizia o outro!).
Ouvir Pessoa em inglês (e depois em Português, pela voz do Dr Seabra Pereira, num português bem melhor que o seu inglês) ao sabor de um belo vinho português, foi sem dúvida uma experiencia diferente.
Ouvir e ver reacções de ingleses (e espanhóis, que lá estavam tantos!), e perceber que também eles ficam fascinados pela obra daquele que é, na minha opinião, o melhor dos nossos poeta, é algo que com toda a certeza me alimenta a alma e me deixa um pouquinho mais orgulhosa de ser portuguesa.
Nós também fazemos coisas boas!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

My love to you is true, a tattoo, that ain't ever coming off

(...)

Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...

Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...

Álvaro de Campos
Lisbon Revisted (1926)

sábado, 28 de agosto de 2010

Cake Britain

Para celebrar o facto de apenas usarem açúcar fairtrade, a Tate & Lyle, umas das maiores refinarias de açúcar do mundo, organizou uma exposição que aliou pasteleiros a artistas, dando origem a obras totalmente comestíveis e creativas.

Passámos hoje pela Future Gallery para dar uma vista de olhos, um dia antes do final da exposição, que irá amanhã convidar todos os visitantes a experimentar um pedaço de arte, dado que todas as peças estarão amanhã disponíveis para comer, a quem por lá passar.

Para quem está já a fazer contas ao prazo de validade dos bolos, a exposição abriu ontem. Acredito que há muita pastelaria por aí a vender bolos menos frescos.

E porque depois de amanhã já não vai haver mais nada para recordar esta exposição além de fotografias, aqui ficam algumas que partilho convosco.

Bom apetite!











quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mind the (Age) Gap

Hoje em conversa com uma colega, deparei-me com uma situação um pouco irreal.
Falávamos nós, como tantas vezes, da graça de ser quinta feira, e dos planos para o fim de semana.
Dizia eu que queria por o sono em dia, dado ter chegado tarde no domingo à noite de Portugal, e de na segunda ter ido ver Bad Religion. Comentei com a minha colega o facto de a banda celebrar 30 anos de carreira, e de eu, há cerca de 10 anos atrás, os ter visto em Portugal, na altura em que a banda estava a celebrar 20 anos. Dou por mim a divagar sobre o facto de já se terem passado 10 anos e dos Bad Religion já terem 30 anos de música em cima, ao que ela me responde com esta pérola:
"- É verdade, é como o Usher, também já anda nisto vai para uma data de anos!"

Serei eu que estou velha ou é ela que é muito nova?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Postcards From Heaven

E cá estou de volta. Duas semanas passam rápido, mas chegam para aquecer o coração e a alma, e dar uma tonalidade mais saudável à pele. À minha família e amigos, aos que pude ver e aos que queria ver, muito obrigado por terem feito com que estas duas semanas tivessem sido ainda mais especiais!














Baterias carregadas!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Alô?! Está aí alguém?

Alguém ainda vem aqui?
Tenho andado ultra ocupada pelo que este pobre blog tem andado um pouco vazio de novos conteúdos. Mas, vejo uma luz ao fundo do túnel e se tudo correr bem, devo voltar a actualizar o blog em breve.
Se ainda estiver aí alguém...novos posts para breve!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Facebook Guerilla

Lembram-se disto?

Após, para surpresa de muitos, o single Killing in the Name of atingir o número 1 do top de Natal, os RATM quiseram agradecer aos seus fans (e não só) pela dedicação a esta causa, e organizaram um concerto gratuito em Londres, totalmente subsidiado pela banda. Os bilhetes gratuitos foram atribuidos online através de sorteio e distribuidos pelos 40.000 primeiros de um total de 180.000 inscritos. Para evitar especulação sobre os bilhetes no mercado negro, todos os bilhetes vinham completos com nome e fotografia do proprietário, para mais fácil identificação. Com uma mistura de rapidez no rato e sorte, conseguimos um parzinho destes tão preciosos bilhetes, e no domingo lá estavamos para o grande evento, o consagrar do combate do ano: Rage vs Cowel.



O que encontrámos em Finsbury Park foi um verdadeiro ambiente de festa, ao género festivaleiro (mas sem os vulgos freebies habituais que enchem os recintos de tralha). A abrir para RATM estiveram os Gallows, sempre muito bons, com o bónus de tocarem duas versões brilhantes de God Save the Queen dos Sex Pistols e de I Fough the Law dos The Clash, que fizeram aumentar a sensação de rebeldia e luta contra o sistema que se vivia no recinto. O punk parece estar a acordar com os The Gallows, com um vocalistas em tudo a fazer recordar Johnny Rotten. De seguida tocou uma banda Dub (cujo nome não me recordo e sou demasiado preguiçosa para procurar no Google) e depois Gogol Bordello, com o excêntrico vocalista, equipado a rigor com uma camisola da conhecida escola de samba Mangueira, a animar as hostes e a preparar-nos para o que vinha a seguir.

E quem melhor para apresentar a banda da noite do que o proprio Simon Cowel, a némesis dos RATM? Pronto não era mesmo ele, e pronto não foi ao vivo, e pronto era apenas um cartoon... mas sem dúvida adequado ao que se propunha festejar. Depois de se autoproclamar ''Supernova'' e dizer que os RATM nunca passariam os castings do X Factor, lá deu ínicio ao espectáculo pelo qual todos ansiávamos. E que espectáculo meus amigos! Uma espécie de viagem no tempo até aos loucos anos 90 e as minha viagens de autocarro para a escola a ouvir, entre outras coisas que me faziam destoar do meu grupo, RATM, ao mesmo tempo sarapintada por momentos em que tinha de me certificar que não era atingida por nenhum tipo suado que se deliciava no mosh pit que ocupava practicamente toda a zona da assistência. E um namorado que nos protege quando estamos mais distraidas neste tipo de situções dá muito jeito, garanto-vos! Pelo meio mais uma versão de The Clash (White Riot) e alguma decepção por minha parte no que diz respeito à reacção do público - esperava que no país natal do punk ficassem mais entusiasmados com uma versão deste tipo, mas acho que a média de idades do público fez com que muitos deles não soubessem sequer o refrão desta música mítica.


E como não nos podiamos esquecer do que nos levou a Finsbury Park no domingo, Tom Morello e companhia presentearam o casal que organizou a 'guerrilha' contra o X factor com um cheque gigante correspondente a 100% das receitas do single Killing in the Name Of para a associação de caridade Shelter, que presta ajuda aos sem abrigo. Aposto que quando o casalinho de 30 e poucos anos se lembrou de criar um grupo no Facebook a incentivar a compra deste single estava longe de imaginar que tudo acabaria com ambos a receberem um cheque tamanho XXL das mãos de Zack de la Rocha perante milhares de fans delirantes.

E o momento alto da noite veio no final da noite, quando a versão (ainda mais) azeiteira da canção The Climb interpretada pelo vencedor do X Factor 2009 comecou a soar nos altifalantes de um palco escuro, a acompanhar citações dele mesmo, de Simon Cowel e da imprensa britânica de Dezembro de 2009, onde practicamente se garantia ser impossivel que uma musica como Killing in the Name of fosse o numero 1 de Natal. O culminar veio mesmo com os primeiros acordes de Killing in the Name of, depois da mensagem 'You Made History' aparecer em todos os écrans do recinto. O resto vocês conseguem imaginar, 40.000 em delirio aos saltos e unidos contra o capitalismo da musica pop a cantar em uníssono ''Fuck you I won't do what you tell me"! Senão conseguem imaginar podem ver o video na íntegra, incluindo citações, aqui:

Além do bom espectáculo, ficou também a sensação de fazer parte de uma coisa que começou pequena e que se transformou em algo capaz de reunir 40.000 por uma ideia.


Mais um exemplo de como as redes sociais catalizam tão bem o movimento das massas.
Eu, meus amigos, eu fiz História em Finsbury Park!

domingo, 6 de junho de 2010

In the Summer, in the city

O Verão ainda não chegou mas em Londres já por várias vezes as temperaturas apertaram e fizeram-me procurar no fundo das gavetas por roupas bem mais frescas e por aquelas havaianas que por vezes teimo em calçar para me lembrar que estamos na estação quente.

Este ano as temperaturas inimagináveis até fizeram com que pegasse numas velhas calças de ganga e as transformasse nuns calções, que foram protagonistas da primeira noite em que eu, rapariga conhecida por tapar as pernicas usando esse método do disface que são as leggings, me passeei pelas ruas da capital inglesa de pernas ao léu.


Por isso meus amigos, o protector solar já anda na mala, os barbeques já foram aquecidos, as garrafas de vinho rosé refrescadas, os frisbees e as bolas já sairam do buraco onde estão confinados durante o Inverno.


O típico Verão inglês consiste em aproveitar o sol ao máximo, dado ser um bem escasso. E nós, não somos excepção: é ver-nos junto ao rio a seguir ao trabalho a beber umas cervejinhas enquanto o sol não se põe, o que em Londres no Verão, felizmente, acontece bem tarde; é ver-nos no parque a preparar as toalhas de piquenique com comida e bebida para irmos comendo enquanto apanhamos sol; é ver-nos a jogar frisbee ou a dar toques com bolas de futebol; e meus amigos, até é ver-nos a preparar barbeques com grelhadores descartáveis à venda nos supermercados (e que belas bifanas descartáveis eles fazem!).


Mas não pensem vocês que isto é sempre assim – afinal, estamos em Londres e este não é o cenário normal. Intercalados com estes fim de semana temos dias de chuva e frio, que nos fazem esquecer as havaianas e o protector solar que mesmo assim carregamos na mala.

O tempo é realmente uma loucura neste país, e ainda ontem, enquanto passávamos um belo dia no parque na companhia de amigos e com temperaturas perto dos 30 graus, umas grossas pingas de chuva cairam fazendo-nos recolher até àrvore mais próxima. Mas não pensem que isso nos dissuadiu, poucos minutos depois estavamos a preparar o estaminé de novo ao sol, e já se ouvia o som do frisbee a esvoaçar de mão em mão.
Enquanto houver um dia bom, um dia com sol, lá estaremos a aproveitá-lo ao máximo

quarta-feira, 26 de maio de 2010

It's a nice day for a white wedding

Pois é meus amigos, a partir do ano que vem vou passar a alinhar pela equipa dos casados, nesta peladinha que é a vida!
Estando em Londres e a coisa acontecer em Portugal implica que seja precisa alguma ginástica para organizar tudo.
Há cerca de 3 semanas fomos a Portugal passar o fim de semana e aproveitámos para visitar umas quantas quintas para a realização do chamado 'copo d'água'. Foi um dia passado a viajar de quinta em quinta, a perguntar preços, o que estava incluido, a ver menus, a ver decorações, a ver arranjos florais...
Como em tudo algumas quintas revelaram-se mais interessantes que outras, das quais destaco:

1. A Quinta do Terror - um palácio antigo com leve cheiro a mofo e uma decoração que básicamente se baseia em várias cabecas de animais empalhados e armas antigas (riscada logo ali, no momento em que vi a primeira cabeça de veado, da lista)

2. A Quinta com Convidados Surpresa - simpática mas com o bónus de ter um casal simpático de velhinhos a viver na propriedade (entrámos por engano na casa de uns velhotes simpáticos que nos indicaram que afinal a área dos casamentos era na porta ao lado, literalmente)

3. A Quinta Special One - gerida pelo que denominámos prontamente deMourinho das quintas de casamento, não so pelo cabelo grisalho mas também pela sua atitude arrogante ''mais profissional do mundo '' (excepto na hora de pagar IVA)

No final, escolhemos aquela que nos pareceu mais ao nosso gosto, sem grandes brilharetes mas sofisticada. Nenhuma das acima mencionadas, como devem calcular.
Impressionante as coisas que nos sugerem, ele é fogo de artificio com o corte do bolo, ele é balões com leds,ele é dancarinas do ventre, ele é castelos insuflaveis para as criancas...a simples celebração de um casamento pode se tornar facilmente num espectáculo digno do Circo Chen! Até 2011, muita ginástica vamos fazer para organizar este evento, que decerto será capa da revista Caras.
Não percam os próximos episódios....

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Hung(Over) Parlament

No passado dia 6 foi dia de eleições no Reino Unido. Estas eleições foram marcadas pelo estreia dos debates eleitorais na TV no Reino Unido, pelas gaffes de Gordon Brown (principalmente aquela em que se esqueceu do microfone ligado e ''ofendeu'' em directo na TV inglesa uma eleitora com quem tinha acabado de falar). No meu ponto de vista, estas eleições ficam também marcada pela parcialidade dos jornais deste país, e embora me continuem a dizer que é mesmo assim por cá, continua a parecer-me pouco profissional. Não serão os media meios de informação e não meios de influência óbvia e sem vergonha? Enfim...esse será um debate para outro post. Gordon Brown foi o grande derrotado, com o partido Conservador a conseguir a maiora dos votos, mas a não conseguir a maioria no parlamento, o que forçou Cameron (líder dos conservadores) a aliar-se a Nick Clegg dos Liberais Democratas. O sistema eleitoral desta país é algo que do meu ponto de vista roça o terceiro mundista: os votos são contados por ''constituências'', o que significa que não ganha o partido com mais votos mas sim o que conseguir ganhar mais ''constituências'' (imaginem que uma “constituência” é uma freguesia). Ou seja, se numa conseguem 10 votos (hipotéticamente falando óbviamente) elegem um deputado, assim como também conseguem o mesmo número de deputados noutra “constituência”se conseguirem 5 votos, desde que estejam em maioria. Ou seja, pode acontecer ter mais votos no total mas ficar atrás porque não conseguiram ganhar em tantas constituências como os outros. No fundo, os eleitores votam para eleger o deputado da sua “constituência”, não o primeiro ministro. O próprio acto eleitoral também é muito estranho. Por um lado existem várias mesas de voto, o que é bastante conveniente, e o facto de acontecer durante a semana e durar o dia todo (8h-22h) faz com que seja mais práctico ir votar (para todos aqueles que se desculpam com idas à praia no domingo de eleições, isto não dá muito jeito). Por outro lado, não há controlo absolutamente nenhum. Nós lá fomos armados de passaporte (porque ainda não recebemos os nossos cartões de eleitor) mas a senhora que estava a entregar os boletins olhou-nos como se fossemos um pouco tontinhos quando lhe tentámos provar a nossa identidade. Afinal, basta dar-lhe o nosso nome e morada que ele acredita em nós. Isto até dá jeito e tal, mas depois acontece como aconteceu, pessoas a votarem em nome de outras. Dá jeito quando o amigo vai de férias e nos pede para votar por ele, mas também facilita a fraude eleitoral, não? De resto, tudo (quase) igual. As mesmas cabines toscas feitas de madeira, boletins de voto com os partidos em quem votar, as mesmas urnas em plástico. Mas atenção, dobrar os boletins em 2 e não em 4, como em Portugal, nada disso. Ah, e aquele boletim que tinha 2 colunas (para indicar primeira e segunda escolha) deixou-me perplexa! Estes britânicos gostam mesmo muito de ser diferentes...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

E Pluribus Unum

Obrigada Benfica. Somos Campeões!!!!


quarta-feira, 5 de maio de 2010

In the land of the free

Antes da nuvem de cinza vulcânica fazer das suas por esta Europa fora, conseguimos escapar por uns dias e cruzar o Atlântico rumo à cidade que nunca dorme, cujas luzes nunca se apagam, que é capaz de transformar o mais pacato cidadão numa máquina consumista, Nova Iorque.

Depois de um voo pacato de cerca de 7 horas, sem espaço paralutas ao entrar e com champagne à chegada, lá aterramos na Big Apple, onde nos preparámos para ser interrogados pelo agente Nata no controlo de passaportes. Depois de se aperceberem que erámos apenas dois portugueses que por acaso vivem em Londres a visitar NY, lá nos deram autorização de entrada, e lá fomos rumo aos prédios altos e táxis amarelos.

A sensação ao sair de Penn StAtion foi semelhante à da nossa visita anterior, talvez com um impacto menor devido à falta do factor surpresa. Prédios altos, taxis a encherem as ruas, milhares de pessoas por todo o lado.

Depois do check in no hotel feito, lá fomos 5a Avenida acima, parando ocasionalmente para admirar algumas montras mais interessantes. Depois de comer um típico cachorro nova-iorquino, fomos para o Central Park onde passeamos e exploramos calmas zonas verdejantes que, não fosse o inconfundivel skyline ao fundo, nos faria duvidar da nossa localização.


Trump Tower, 5ª Avenida

Central Park

Central Park

Depois de passar junto aos incansáveis neons de Time Square, e de uma pausa para jantar, fomos até Rockfeller Centre, onde vimos gente a patinar no gelo (embora as temperaturas estivessem acima da média para inicio de Abril) e onde subimos ao Top of the Rock, podendo assim apreciar a vista deslumbrante de Nova Iorque à noite, com as milhares de luzes a piscar até onde a nossa vista conseguia alcançar.

Times Square


No dia seguinte os destaques foram o Moma e a exposição do Tim Burton, onde podemos ver, entre outras coisas, alguns dos desenhos que deram origem às suas personagens mais conhecidas, e o The Cellar, onde fomos a uma noite de comédia impagável, com participação de vários comediantes brilhantes do SNL e da Comedy Central.


Domingo foi dia de acordar cedo e fazer uma viagem de comboio até Washigton, onde, sob um sol forte, visitámos os monumentos emblemáticos da cidade, tais como o Washington Monument (onde perdemos imenso tempo a tirar fotos ridículas, pois era tão difícil resistir) e a Casa Branca, junto à qual a D. Conceição protesta teimosamente à vàrios anos.

Capitólio

Washington Monument

Cerejeiras em flor


A cidade em si é muito calma, tendo até sido um pouco difícil de encontrar um sítio para almoçar, mas acabou por ser um contraste interressante ao corropio de Nova Iorque.


Nos dois dias que nos restaram, fomos ainda a Brooklyn, depois de passarmos a ponte a pé, e demos um agradável passeio com vista sobre Manhattan. Brooklyn é uma zona mais calma (na parte que visitámos, obviamente), e uma agradável zona para dar um passeio ao fim de tarde e observar do outro lado a Estatua da Liberdade e os imponentes prédios da skyline de Manhattan, obtendo-se desta forma uma perspectiva completamente diferente sobre a cidade.

Brooklyn Bridge


Fomos também ao Metropolitan Museum of Art, que apesar de ser muito interessante e a não perder, não me convenceu tanto como a National Gallery e o British Museum em Londres.
E porque da ultima vez o Guggenheim tinha a fachada em obras, lá voltamos outra vez para poder apreciar finalmente o museu no seu todo.

Guggenheim


Nova Iorque é ao mesmo tempo fascinante e perturbante, cosmopolita e pacata. Uma das minhas cidades favoritas por aquilo que nos proporciona, com uma infindável lista de coisas para ver e visitar (e comprar, claro!). Uma cidade onde não me importava de viver, não fosse o facto de ser tão longe do meu canto à beira mar plantado, de onde as ondas do mar chamam o meu nome e não me deixam ausentar por muito tempo!