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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Let´s Pretend

Existem 4 bandas que marcaram a minha vida até agora, e que mais ou menos definem diferentes fases da minha vida. Essas bandas são, por ordem cronológica: Guns n' Roses, U2, Life of Agony e Lagwagon. Ainda hoje são bandas que oiço regularmente, e todas elas fazem parte permanente do meu iPod. Já tive a oportunidade de ver 3 delas ao vivo, todas experiências marcantes, mas parece-me muito difícil ver GnR ao vivo em breve. Mas tudo é possível! Além disso, vi no ínicio deste ano Velvet Revolver, por isso acho que posso dizer que já vi 3.5 destas bandas ao vivo.
Vi LOA em 2004, no mítico Garage em Lisboa. O calor, o facto de ter sido a meio da semana e também por ter sido durante o Euro 2004, no dia em que jogámos contra a Rússia, limitou a audiência. Também o facto da banda estar à vários anos parada quando o concerto foi feito contribuiu para ser o concerto com menos pessoas na assistência em que já alguma vez estive. Mas isso tornou-se algo positivo: éramos poucos mas dessa forma criou-se uma ligação entre a banda e quem lá estava a assistir, tudo die-hard fans da banda.
Ontem tive o prazer de ir ver Keith Caputo ao vivo. Keith é o vocalista dos LOA. Tem vários álbuns a solo, todos marcadamente diferentes da musica dos LOA. O concerto foi no Barfly, em Camden. Mais uma vez a audiência era pouca (também não cabia muita gente no Barfly), mas mais uma vez uma ligação se estabeleceu entre Keith e o público.



O som estava muito pobre infelizmente, e em grande parte das músicas quase não se ouviu a voz dele, com grande pena minha visto que era ele a atração do evento, digamos assim. Mas perto do fim, Keith tocou duas canções acústicas (Always e Selfish), e como não havia practicamente som de instrumentos a sobrepor-se à voz de Keith, deu para ouvir a sua excelente voz na perfeição. Como estava bem na frente, a menos de um metro do cantor, foi excelente conseguir ouvir a sua voz naturalmente, e não por altifalantes. Estava mesmo ali, e foi magnífico. Keith é uma personagem intrigante. O seu cerca de 1.50 m está cheio de paixão pela música. A forma como dança e vibra com as suas canções é única, e é difícil de entender se é mesmo assim ou se há algo mais a contribuir para tal emoção. Quando canta a sua voz é forte, mas quando fala sua voz sai como um sussuro, especialmente em situações como quando nos falou da canção que escreveu para a ex-namorada, que está de momento a passar um mau bocado devido a sua toxicodependência (aliás, como parece estar toda a gente à sua volta). Como ele disse, 'a tragédia inspira-o'. Foi um concerto intimista, diferente, muito intenso. So é pena as condições de som terem sido tão más, e só ter tido o previlégio de ouvir a sua voz como deve ser em duas músicas. No entanto, duas canções mágicas.


Keith Caputo - Selfish




Life of Agony - This Time

(quantas carreiras Fogueteiro-Sesimbra fiz eu a ouvir esta música?!)




terça-feira, 16 de setembro de 2008

Proudly Lettuce

Já vos disse que adoro Lisboa?


“I think Lisbon has a very, very good chance to be a transcultural platform for the creative industries in the future, because we have such good weather, food, unused spaces” and low prices, said Mr. Serpa, sporting an elegant tieless suit and eating a cookie. "
in: NY Times Julho 2008

Comendo uma bolacha?? Seria bolacha Maria ou d'água e sal?

Se tiverem tempo, leiam o artigo:
Artigo NY Times

\m/

Um dos objectivos da nossa estadia em Londres é fazer uma espécie de rali das tascas, mas com salas de espectáculo. E num período de tempo mais longo do que um normal rali das tascas, óbviamente.

Já tivemos oportunidade de assistir a espectáculos na Brixton Academy, Astoria, Hammersmith Apolo, Wembley Stadium, Twickenham Stadium, entre outras salas mais pequenas mas não menos emblemáticas, como o Electric Ballroom e o The Underworld, por exemplo. Faltava-nos riscar o Pavilhão Atlantico cá do sitio, o O2. Com algumas parecenças com o pavilhão do Tobias, o O2 consegue ser mais imponente e com melhores condições de som.

Achámos que uma boa oportunidade para o fazer seria a 'festa de lançamento' do novo álbum dos Metallica, 'Death Magnetic'. Com bilhetes a £5 (sim, estão a ler bem, a rondar os 7€) e com as receitas a reverter para a Youth Music Charity, era difícil dizer que não. O único problema seria conseguir os bilhetes que estavam a venda exclusivamente online, em dois sites de fans da banda. Nada que não conseguissemos ultrapassar!

Ontem lá nos dirigimos ao O2, e o ambiente era fantástico, com milhares de fans a inundarem a zona com as suas t-shirts pretas. Como não fomos suficientemente rápidos, só conseguimos lugar nas bancadas, bem no topo. Confesso que me custou a habituar ao lugar, não tanto pela altura mas mais pelo declive, sendo que os primeiros minutos foram de alguma apreensão, mas a excitação fez-me esquecer esse pormenor. De qualquer forma, o palco estava colocado bem no centro do pavilhão, qual ringue de boxe, permintindo assim uma visão perfeita de qualquer ponto.



Outro aspecto positivo foi a música que passaram enquanto esperavamos pelo ínicio do concerto: desde Rage Against the Machine a Tenacious D, passando por Guns n' Roses, System of a Down e Faith no More. Foi assim mais fácil esperar, o que geralmente não é o caso.

Entretanto o concerto lá comecou, e se não sabia bem o que esperar por £5 (quando a esmola é demais o pobre desconfia), posso dizer que foi um grande espectáculo. O Lars estava extático, sendo-lhe difícil aguentar muito tempo quietinho na cadeira, saltando na sua plataforma, que foi rodando à medida que o concerto foi evoluindo, de modo a estar 'cara a cara' com todas as frentes do público. O mesmo com os restantes membros da banda que pulavam de um lado para o outro, brindando-nos a todos com exibições de primeiro nível. Afinal, eles são os Metallica.



A certa altura James Hetfield pediu ao público para guardar os telemóveis e as máquinas fotográficas, dizendo que deviamos apreciar o espectáculo em vez de gravar 'videos merdosos para depois por no YouTube, e que ninguém iria ver de qualquer forma'. Ainda bem que não levei a minha máquina ontem, sou o orgulho do senhor Hetfield.

No encore, e porque o senhor queria nos ver bem, as luzes do pavilhão foram acesas na totalidade, por isso foi fantástico ver a reacção do público. Também deu bastante jeito quando na última musica, Seek and Destroy, dezenas de bolas de praia foram lançadas sobre a audiencia. E antes que comecem a conspirar contra o facto de haverem bolas de praia num concerto de metallica ("que coisa tão larilas" dirão os com as mentes mais fechadas), acrescento que eram bolas de praia pretas com logos prateados dos Metallica. Ia ser um sucesso nas próximas férias de Verão, ou mesmo a servir de puff lá em casa, mas infelizmente não consegui deitar as unhas a nenhuma. Por um lado ainda bem, porque o mais provável seria furá-la sem querer .

Feitas as contas, uma bela forma de gastar £5.

Aqui fica um 'cheirinho', 'Until it sleeps':



Mais fotos aqui.

domingo, 14 de setembro de 2008

Hot

Hoje estão 18 graus lá fora. Dentro do escritório devem estar perto de 30. Um colega meu disse-me "É como estar em Portugal!". Só para verem como estava quente! O ar condicionado avariou, sabe-se lá porquê. Estamos desde manhã à espera que o técnico venha reparar. Enquanto esperamos, desesperamos. Acho que a produtividade é quase nula, todos se arrastam pelo escritório, inventando desculpas para ir até ao bar, o único sitio do edificio onde o ar condicionado continua a bombar o ar fresquinho a que estamos habituados. Geralmente fresco demais, hoje está exactamente à temperatura que queremos. Em conversas com os colegas, são poucas as vezes em que não perdemos o raciocínio, em que não nos esquecemos a meio da conversa do que estavámos a dizer. Já não há copos nas máquinas de água, e hoje bebem-se menos chás do que é costume. É o chamado Verão de São Martinho. Pena que seja só por um dia, e apenas na minha agência.

Escrito sexta-feira, 12 Setembro.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Please mind the gap....



No domingo passado fomos almoçar a casa de um amigo, com o propósito de ver a F1. Depois de um belo almoço e um passeio na zona rumámos de volta a casa, que ainda havia planos de executar algumas tarefas domésticas antes do dia acabar. Fomos até Kings Cross, o plano era mudar de linha nessa estação, como fazemos tantas vezes. A estação de Kings Cross tem ligação com 5 linhas de metro, com comboio (no qual se incluí o Eurostar), e imensas paragens de autocarro na zona. Para além da plataforma 9 3/4 de onde sai o comboio rumo a Hogwarts. Como podem imaginar, esta estação está sempre apinhada de gente a correr em todas as direcções, mesmo em domingos chuvosos como este. Estava tudo a correr como previsto, saimos de uma linha de metro e dirigimo-nos para a outra linha que nos ia deixar mais perto de casa. Estávamos já dentro do segundo metro quando o alarme de emergência soou. Aos microfones pediam a todos os passageiros que saissem da estação o mais rápido possível. Ora isto para nós, é algo um pouco estranho e assustador q.b., mas parece ser algo a que os londrinos já estão habituados. Convém dizer que não foi a primeira vez que isto me aconteceu nesta mesma estação. Lá saímos do metro, dirigimo-nos as escadas rolantes, para onde estavam a dirigir as pessoas, que lá iam andando, com uma expressão de tédio, provavelmente a pensar que já lhes tinham estragado os planos de chegar ao pub a horas. O aglomerado de gente nas escadas era grande, mas mesmo assim alguns mais iluminados ainda se lembraram de parar no lado esquerdo das escadas, feito intolerável por aqui, especialmente em casos de emergência. Juro que até vi uma senhora a meter-se no elevador. Deve ter faltado àquela lição em que aprendemos a não utilizar elevadores em casos de emergência. A saída da estação estava cheia de pessoas a andar em todas as direcções. No meio de tudo lá vislumbramos um autocarro que ia para a nossa zona e em poucos segundos nos metemos a 'milhas' da estação. Um sucesso de evacuação, pelo menos no que nos diz respeito.
O que acho fascinante aqui é o modo como os londrinos reagem a este tipo de coisas. "Mais uma evacuação de emergência de uma estação de metro. Mais um que se esqueceu da mala. Um dia normal em Londres.", deve ser o que pensam quando isto acontece. Nada de especial. Nunca cheguei a perceber o que se passou. Se algo do género se tivesse passado em Lisboa aposto que teria aberto o jornal da noite da TVI.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Jumping Poppies

Eu não sei se já vos disse mas o correio do meu prédio é comum, algo que não é tão pouco comum quanto isso por cá. Hoje quando voltei do trabalho ao entrar no prédio deparei com a Mística, gloriosa e resplandecente endereçada à minha pessoa. Não tão maravilhoso como receber cartas dos amigos, mas deixou-me com um sorriso nos lábios. Sorriso este que provavelmente vai desaparecer num ápice no próximo jogo.

Ser emigrante é duro, mas é ainda mais duro ser emigrante benfiquista!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

You've Got Mail!

Haverá coisa melhor que chegar a casa e ter uma carta no correio para nós? Não estou a falar da conta da Vodafone, ou de um catálogo de compras, ou da actualização de pontos do cartão de fidelização do Tesco, nem do menú do restaurante tailandês ali da esquina. Uma carta que foi escrita para mim, a pensar em mim. Escrita à mão em papel de linhas e a caneta. Há coisas melhores, mas não são muitas. Obrigada!

Richmond

O Verão londrino deu o seu último suspiro este fim de semana. Naquele que foi um dos dias mais quentes deste ano, o Sol brilhou como que anunciar que agora, calor, só mesmo para o ano.

Depois de uma viagem sofrida na District Line, com muitas paragens em sinais encarnados, chegamos a Richmond. Richmond é uma cidade a sudoeste de Londres, uns meros 30-40 minutos de metro partindo do centro de Londres. Só por si Richmond vale a viagem, localizada junto ao rio Tamisa e com atmosfera de cidade familiar, mas sem claro não esquecer os MacDonalds e Starbucks do costume.



Mas o nosso destino era Richmond Park. Situado no topo de um monte, o maior parque de Londres tem uma vista magnifica sobre a cidade. É normal ver-se veados passear pelo parque, mas infelizmente não vimos nenhum. Depois de uma caminha heróica conseguimos chegar às margens de um dos lagos, e rápidamente nos acomodámos debaixo de uma árvore a aproveitar a sombra refrescante e a descansar, simplesmente. Por vezes, descansar é tudo o que precisamos. Foi relaxante estar deitada na relva, a olhar o lago e os cisnes, a ver cães correrem desalmadamente atrás de paus que os donos atiravam para o lado, para depois os trazerem orgulhosos na boca, como que a desafiar os donos para lhes atirarem os paus mais uma vez. Os cães ficam felizes com estas coisas, e acreditem que aqueles cães estavam felicissímos! Um deles abanava o rabo com tanta força que pensei que fosse levantar voo.

E toda esta felicidade fez-me sentir bem. É íncrivel como tão perto de uma cidade como Londres se consegue ter tanta paz e aproveitar a natureza.


Pode ter sido o último dia do Verão londrino, mas pelo menos foi bem aproveitado.






terça-feira, 26 de agosto de 2008

God Save The Queen


No domingo decidimos armar-nos em turistas à séria e lá marchámos rumo ao Palácio de Buckingham para uma visitinha. O Palácio está fechado durante todo o ano, apenas abrindo as suas portas ao público no Verão. Ora não estando no topo das nossas prioridades era algo que tinhamos alguma curiosidade em visitar, mais que não seja pela esperança de encontramos sua majestade em robe e chinelos de quarto em algum corredor. Óbviamente a rainha não está em Buckingham durante esta altura, portanto tal coisa nunca iria acontecer. Além de que não valeria muito a pena tal encontro, pois os nossos planos de a fotografarmos e vendermos as fotos à Hello (e à Hola também, porque não) foram gorados por uma proibiçãozeca de tirar fotos dentro do palácio. Que desmancha prazeres. Aposto que quando o Dom Duarte abre as portas do seu palacio à peble portuguesa nos deixa tirar umas fotos e ate é capaz de posar para umas quantas, para pôr no seu hi5 (quase) real. Enfim, lá passámos os raio-x todos para terem a certeza que não iamos danificar o patrimonio e tivemos de aturar umas quantas velhas muito british à nossa frente que se maquilhavam e perfumavam enquanto esperavam (talvez pensassem que iam mesmo ver a rainha). Apostos que são daquelas que teem daqueles pratinhos de porcelana com fotos da família real na parede. Vimos a sala do trono, a sala de banquetes (com o nome do Mário Soares como convidado de honra na lista de todos os banquetes lá realizados pela Rainha Isabel II, como não podia deixar de ser), as várias salas que servem exclusivamente para ter quadros pendurados, a sala da música, a sala onde se bebe café a seguir aos banquetes. Ainda tivemos tempo para ver a passagem secreta para o "armário" da rainha (leia-se closet). Claro que não chegamos a ver o dito "closet", com muita pena minha porque aposto que a senhora deve ter uns trapinhos jeitosos (ou talvez não). Quero deixar claro que quando falamos em armário, não estamos a pensar num roupeiro Pax do Ikea, mas sim uma divisão que deve ser maior que a minha casa. Ah, e o próprio Carlos deu-me uma palavrinha quando entrámos no palácio (atraves do audioguide, óbviamente), e com uma vozinha daquelas a aliar á sua figura, realmente não sei o que a Diana viu nele. Já a Camila, como se costuma dizer na minha terra, só se estraga uma casa...


Bom, resumindo, dado o que desconto todos os meses para a família Windsor, esperava uma recepção mais calorosa. Que a rainha me convidasse para tomar chá e scones por exemplo.


Cambridge

Decidimos aproveitar o fim de semana prolongado (sim, às vezes também há feriados por cá) para irmos visitar Cambridge. Depois de Oxford não podiamos deixar de visitar a sua velha rival, e claro, fazer algumas comparações! As similaridades são imensas: a começar nos inúmeros Starbucks, Zaras, Gaps, Pret a Manger e a acabar nas próprias universidades (Queen's College, King's College, Trinity College....). Mas a meu ver Cambridge ganha pontos no que diz respeito à sua paisagem: estratégicamente localizadas junto ao rio Cam, as universidades são realmente belíssimas e dei comigo a pensar durante a nossa visita que se a minha faculdade fosse assim teria tido muito melhores notas (pelo menos inspiração não ia faltar)! Os tradicionais "punts" (pequenas embarcacoes do genero das gondolas) são muito interessantes e dão um ar pitoresco à cidade.

Aqui ficam algumas fotos que tirámos:










segunda-feira, 18 de agosto de 2008

sábado, 16 de agosto de 2008

Thai Churchill

No domingo passado fomos almocar a um pub em Notting Hill muito sui generis. Fomos atraídos não só pela comida (comida tailandesa boa e a bom preço) mas também pela descrição do próprio pub. O pub chama-se “The Churchill Arms” e diz-se que Churchill o visitou várias veze, dirigindo-se à nação naquele local por 2 vezes. Não sei se é verdade ou não, mas o pub em si merece um post. Não há um único espaço na parede que não esteja ocupado. Há de tudo, colecções de cestos de palha, potes, canecas, fotos de presidentes norte americanos e realeza inglesa. Mas o lugar de destaque é obviamente dado a W. Churchill, com fotos e bustos a fazerem parte da decoração deste extraordinário pub. A menos que estejamos a falar da casa de banho, porque aí são as borboletas o centro das atenções. Existem borboletas por todo lado, milhares de borboletas autocolantes coladas nas portas, nas sanitas, nos espelhos. As borboletas verdadeiras estão expostas pelo restaurante, em vários quadros espalhados nas paredes. O restaurante fica nas traseiras, na antiga garagem e é gerido por tailandeses (contrariamente à maioria dos pubs com comida tailandesa em Londres, que surpreendentemente ou não, não são assim tão poucos). Sendo muito popular, é dificil arranjar mesa, mas até conseguimos uma em tempo record, provávelmente por termos uma representante tailadesa na nossa comitiva, o que facilitou a comunicação. Mas o que mais me impressionou foram as plantas: a quantidade de plantas é inacreditável, a começar pela entrada do pub, e até mesmo nas casas de banho (sempre as casas de banho) onde existem dezenas de vasos alinhados junto às paredes, tornando toda a experiência de ir à casa de banho algo muito mais natural! Por isso, se alguma vez vierem/voltarem a Londres considerem uma visitinha ao “The Curchill Arms”: boa comida, bom preco, boas fotos! E não, não me pagaram para escrever isto!




terça-feira, 12 de agosto de 2008

Le Fabuleux Destin de Murphy

"Life imitates art far more than art imitates Life."

Oscar Wilde

Estão a ver aqueles gnomos de loiça horrendos que algumas pessoas bem intencionadas gostam de pôr no seu jardim? (perdoem-me desde já se algum de vocês possuí um destes exemplares, nem que seja na vossa marquise, mas confesso que não fazem parte das minhas escolhas para decoração, nem mesmo em jardins). À cerca de 7 meses uma avózinha de Gloucester deu por falta de um dos seus adorados gnomos. Imagino que a senhora tenha ficado revoltada, mas alem de culpar a juventude e coisas do género pouco foi feito para descobrir o paradeiro de Murphy (o nome do gnomo, que original...). Até que à pouco tempo a avózinha recebeu de volta o dito gnomo, acompanhado de fotografias do mesmo em 12 paises diferentes (incluindo Nova Zelandia, Singapura, Austrália, Camboja, Moçambique...) a tomar banho, a escalar montanhas, assim como os respectivos carimbos de imigração atribuidos nas fronteiras. Uma carta a acompanhar o gnomo dizia:

"There's more to life than watching daily commuter traffic and allowing passing cats to urinate on you."

Não podia concordar mais com o Murphy.



Este gnomo deve ter muitas historias para contar às gnomas lá no seu jardim.
Ver noticia aqui.

sábado, 9 de agosto de 2008

British Summer


É que depois de duas semanas de temperaturas perto dos 30º (muitas vezes bem acima)é mesmo disto que eu precisava. É pois. Sem dúvida. Uma chuvinha fresquinha e um ventinho assim tipo brisa e tal.
Ou então não.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Fui à Lua e levei...

Sol. Chinelos. Mar. Areia. Gelados. Caracois. Sapateira. Caipirinhas. Pão torrado. Protector. Bolos de aniversário. Chapéus de Sol. Escaldões. Pôr do Sol. Eléctricos. Castelo. Metro. Choco Frito. Fado. Canivetes. Lua. Água. Bolas de Berlim. Ovos Moles. Línguas de Gato. Frango Assado. Sardinhas Assadas. High Fidelity. Calçada. Vinho verde. Imperiais. Pão (do bom!).






Até já :)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Smiling Babies

"Sorriso dos bebés pode ser uma fonte de prazer para as mães ", in Publico

Será que alguém duvidava disto?
Espero que não tenham gasto muito dinheiro neste estudo...

domingo, 13 de julho de 2008

Fittest Footballers

Há uns tempos, ainda durante o Euro 2008, encontrei uma revista cor de rosa no metro. Como a viagem ia ser longa, resolvi dar uma vista de olhos e rir um bocadinho. Não pensei que ia rir tanto.

Na bendita revista, havia uma matéria sobre os jogadores mais atraentes do Euro.
Em primeiro lugar, um jogador português. Rotulado de "Hot One".
A legenda dizia Nuno Gomes. A foto era de...Meira.


Que tal um pouco de pesquisa antes de publicar estas coisas? Não era mal pensado.

Inaudible Melodies

À cerca de duas semanas fomos ver Jack Johnson a Hyde Park. O que será melhor que ver Jack Johnson ao vivo? Ver Jack Johnson e Ben Harper ao vivo. Melhor que isso só um cameo de Matt Costa, para a coisa ficar compostinha para além do muito bom. E foi exactamente isso a tivemos direito.

O dia estava muito feio, tinha chuvido o dia todo, mas poucos minutos depois de entrarmos no recinto em Hyde Park o céu abriu e o sol começou a brilhar, fazendo com que aqueles que calçavam botas de borracha (muito apreciadas aqui na ilha nos festivais) as descalçacem e passassem a andar descalços sobre a relva do parque. O ambiente estava muito bom, imensa gente deitada na relva a apanhar sol, a fazer piqueniques, a beber um copo de vinho ou a apenas a dormitar enquanto as atracções principais não vinham.



Ben Harper começou pouco depois das 6h da tarde. Longe do fulgor com que o vi no Pavilhão Atlântico da última vez, mesmo assim conseguiu aquecer a audiência. É íncrivel como por estas bandas não é tão comum quanto isso conhecer Ben Harper, em compensação Jack Johnson é conhecido por todos. Talvez por isso o concerto do Ben não tivesse sido o que eu estava à espera. No entanto, não foi nada de se deitar fora!


Depois de Ben Harper dirigimo-nos a uma das muitas barraquinhas de comida. A escolha era imensa, mas optámos por uns burritos. O meu foi veggie - com extra extra extra guacamole. Uma delícia! Estava eu a dirigir-me à barraquinha dos gelados com o intuito de comprar sobremesa, quando Jack Johnson entrou em palco. Tenho de dizer que este foi o concerto em que custou menos esperar entre bandas. Entre burritos, passeatas e apanhar sol na relva quase não se deu pelos intervalos.

Jack Johnson foi uma boa surpresa: depois do concerto em Lisboa em que pouco interagiu com o público, vê-lo deliciado a contar anedotas e a contar episódios da sua vida foi refrescante. Convém dizer que não é muito bom a contar anedotas: tentou contar uma enquanto Ben Harper se preparava para o dueto entre ambos, mas felizmente Ben Harper conseguiu acabar a tempo para evitar o desfecho, que se antevia como sendo terrível!


Depois de, como vos disse, a maioria do dia ter sido escuro e chuvoso, o sol veio para ficar, e foi muito agradável ver Jack Johnson ao pôr do sol. Muito mais agradável para o senhor JJ, que chegou mesmo a interromper uma canção para nos dizer que ficávamos "lindos ao pôr do sol"! Tão lindos, que chegou mesmo a afirmar que tal como Bob Dylan uma vez afirmou num dos seus concertos que "queria fazer amor com todos"!

Sem dúvida, um dos melhores concertos desde que cheguei a Londres.

Aqui ficam uns videos que fizemos. Como sabem não sou muito alta, especialmente segundo os padrões britânicos, por isso desde já as minhas desculpas pelas mãos e até carecas de terceiros nos videos.


Ben Harper - Steal My Kisses



Jack Johnson - Upside Down

sábado, 12 de julho de 2008

Dolphins

Os Delfins vão-se retirar no final de 2009. Mas não sem antes practicarem o seu derradeiro acto de tortura para com os portugueses: vão lançar um último album no final deste ano.
Com a actual conjuntura, as elevadas taxas de desemprego, preços da gasolina, Queiroz na selecção, entre outros, não sei se Portugal aguenta mais um golpe tão duro.
Deviam fazer um favor a todos nós e retirarem-se já no final deste mês.
É nestas alturas que fico feliz por estar longe.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Let's Go Outside

Na sexta passada foi dia de Festa de Verão da agência onde trabalho. Foi um dia bem passado em Reading, bar aberto e comida à borla. Passada uma hora da nossa chegada já havia muito boa gente num estado alcoolizado tal que se fosse eu teria vergonha de sair à rua durante o resto da minha vida, quanto mais aparecer para trabalhar na segunda feira seguinte. Mas para eles, é apenas mais uma festarola!

A meio da festa tivemos direito a uma surpresinha superstar:


Não houve quem conseguisse explicar a meia dúzia de colegas histéricas que era apenas um sósia, e não "the real thing"...

Aqui vos deixo umas fotos do local: