Pages

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ciao Bella!

Já há algum tempo que andava a melgar a minha cara metade para irmos a Roma, por isso foi com alguma alegria que concordei em planear uma viagem de última hora para nos distrair um pouco.
Depois de um voo Alitalia prácticamente vazio (não admira que estejam à beira da falência) aterrámos na cidade eterna que estava a ser generosamente abençoada por uma chuvinha irritante. Sinceramente, começo a achar que sou eu que levo a chuva a qualquer parte do mundo que eu vá. Aposto que Londres costumava ser mais solarenga antes de eu chegar! Mas não me posso queixar muito, pois nos dias seguintes o sol até deu um ar de sua graça.
Roma é tudo aquilo que imaginamos: boa comida, muitas igrejas, trânsito caótico. Nunca vou esquecer as pastas magnificas, as igrejas imponentes e o modo como os romanos conduzem. E eu que pensava que o trânsito em Lisboa era péssimo. Ainda não tinha visto nada. Atravessar a estrada, mesmo na passadeira é um risco de morte. Temos de correr o mais depressa que podemos, até porque tenho a sensação que os condutores ainda aceleram mais quando veem algum peão a tentar passar. Esperar numa passadeira para atravessar é um feito que raramentre traz frutos, mesmo com os 'carabinieri' ao lado. Num fim de semana assistimos a pelo menos 3 toques, uma discussão num semaforo, e um pobre senhor a ser atingido por um carro (mas nada de muito grave, não se preocupem).
Vimos tudo o que queriamos: passeámos no coliseu, vimos as ruinas do Forúm, atiramos uma moeda à Fonte de Trevi para garantir o nosso regresso. Fomos ao Vaticano, vimos o Papa (que falou num excelente português), subimos à cúpula (e quando digo subimos, subimos mesmo, centenas de degraus em escadarias de paredes inclinadas), apreciámos a Capela Sistina, passeamos à noite em Trastevere, que tanto nos recordou o nosso querido Bairro Alto. E porque Roma é a cidade romântica que sabemos caminhámos (e bem) até à Ponte Milvio, onde, como tantos outros antes de nós, deixámos o nosso cadeado e juntos atirámos a chave ao rio, de modo a ficarmos juntos para sempre, como reza a lenda.
E agora é esperar que o ano nos comece finalmente a sorrir, depois deste magnifíco fim de semana, que já foi um bom começo!

Piazza Navona

Panteão


Piazza di Spagna

Villa Borghese


Trocar da guarda

O nossa cadeado na Ponte Milvio

Ponte Sant'Angelo

Castelo Sant'Angelo

Guarda Suiça, no Vaticano


Praça São Pedro, vista do topo da basílica


Basílica São Pedro


Panteão

Fonte de Trevi

São João de Latrão

Coliseu

Fórum

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bate leve, levemente....

Tá frio malta. Muito frio. Para provar, aqui está um video feito esta manhã.



Há pessoas que não dispensam a sua corridinha matinal, por mais frio que esteja.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Back to life, back to reality....

Infelizmento tenho descuidado a atenção dada a este blog. 2009 não comecou da forma como desejava, mas acho que a pouco e pouco as coisas vão retomar o seu caminho. Tem-me faltado inspiração para escrever, às vezes parece que para tudo o resto! Mas não se assustem, esta falta de inspiração não é algo que me acompanha sempre (embora pela qualidade dos textos às vezes pareça), por isso cá estou a retomar os meus escritos. O fim de semana passado fomos a Portugal. Desta vez não tivemos muita sorte com o tempo, mas mesmo um fim de semana de chuva e ventos fortes não nos apagou o sorriso dos lábios pelo facto de estarmos em casa. Foi bom revermos a família e os amigos, e um muito obrigado a todos aqueles que consegui ver, pelo seu esforço, e também muito obrigado a todos aqueles que não consegui ver, pela paciência. Conheci o mais novo elemento da minha familia (bem-vindo!), comi um bife com molho à Portugália, subi as ruas do Bairro Alto enquanto me esforçava para que o meu pobre chapéu de chuva, mais habituado à chuva londrina, que dura muito tempo mas é mais calma, não se partisse com o vento forte que se fazia sentir. Apanhei o habitual trânsito na 25 de Abril, acho até que sentiria que faltava qualquer coisa se assim não fosse. Bebi um café fofanelo e partilhei uma tosta de frango à beira mar (e à beira chuva também). Sorri e ri às gargalhadas com os meus sobrinhos que estão cada vez maiores e mais inteligentes (e piritecos também!). É íncrivel quantas coisas cabem num fim de semana, mesmo que seja de 4 dias. De volta a Londres esperava-me um manto branco gelado, com bonecos de neve com ramos a fazer de braços espalhados aqui e além. Enquanto arrastavamos as malas de volta a casa, ainda consegui mandar umas bolas de neve enquanto tentava não escorregar no gelo da estrada. São coisas como estas que nos fazem sentir criancas outra vez: rir, escorregar, rir com os amigos, trocar roupa com a mana, matar saudades da comida da mamã e ver futebol com o papá. Voltarei em breve a por este blog na linha!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Endless Pain

Porque não tenho palavras e porque não diria melhor, aqui fica a homenagem...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ice, Ice Baby


Quando nos mudámos para Londres vinhamos preparados para temperaturas muito mais frias que em Portugal. Na minha primeira semana cá, lembro-me de um dia sair ao almoço para ir dar uma volta pelas redondezas e de quase ter gelado as mãos enquanto comia uma sandes. Mas depois vamo-nos habitando, vamos aprendendo a vestir várias camadas de roupa, de modo a estarmos prontos para o frio da rua e o quentinho dos ares condicionados dentro dos edificios com um simples sacar de uma ou duas camadas (desde que deixemos pelo menos uma camada, óbviamente!).

Já tivemos uma mão cheia de dias em que nevou, uns mais que outros, e mesmo assim fomos sobrevivendo. Mas nada nos tinha preparado para o sábado passado. Mesmo sem nevar, mas com a temperatura máxima a não superar os -2 graus (imaginem a mínima), sair à rua tornou-se um aventura, na qual o mais importante era proteger os dedos das mãos (já que as luvas se revelaram insuficientes) e o nariz, que parecia que se lhe dessemos um toque ao de leve caia tipo esfinge. Cachecol enrolado na cara, de modo a ficar só com os olhinhos de fora, lá avançámos nós rua fora. O que nós não fazemos por um pacote de Nestum e de batatas palha Pala-Pala. É nestas alturas que sentar num café com uma bebida bem quente entre as mãos sabe mesmo muito bem.

Este sábado foi o culminar de uma semana gelada, de frio polar, que gelou o Regent's Canal e as fontes em Trafalgar Square. Mesmo já estando um pouco mais habituada ao frio de cá, foi difícil manter-me quente. Até em casa, onde o isolamento das paredes e o aquecimento central nos faz tantas vezes esquecer as baixas temperaturas que se fazem sentir lá fora, chegou uma altura que nem com o aquecimento no máximo deixávamos de sentir frio. Felizmente, parece ter chegado ao fim. Quer dizer, vai continuar a estar frio, mas esperemos que seja um frio mais suportável que este! Senão ainda perco as pontinhas dos dedinhos e deixo de poder teclar estes posts sobre coisa nenhuma.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Happy New Year!!

A passagem de ano nunca foi das minhas celebrações preferidas. Há sempre aquela sensação que temos de festejar até cair para o lado, uma quase obrigação que quase nos inibe a vontade de nos divertirmos. Por isso, desde há algum tempo que prefiro passar a véspera de ano novo como se fosse uma outra noite qualquer de celebração com amigos, sem stress. E foi o que fizémos este ano, mais uma vez. Jantámos em casa com alguns amigos, comemos e bebemos calmamente, conversámos, vimos fotos antigas no computador (''vocês eram tao novos nessas fotos!", não havia necessidade...).


Chegando às 10h resolvemos ir para o centro da cidade, para tentar conseguir um lugar de onde se podesse ver o famoso fogo de artíficio. Não podia esconder alguma excitação: aquelas imagens que todos os anos vejo no final dos noticiários da hora de almoco de dia 1 – as diferentes celebrações da passagem de ano pelo mundo - iam finalmente ser vistas ao vivo. A já habitual sede por bebidas alcoólicas dos ingleses pareceu ainda mais vincada nesta noite, com inúmeros indíviduos já bem bebidos a deambular pelo meio da estrada, ou a cantar no autocarro. Duas raparigas perguntaram-nos cerca de 10 vezes qual era a paragem para o pub 'The Queens Head' e mesmo após termos respondido das 10 vezes, conseguiram a proeza de sair na paragem errada.


O centro da cidade estava fechado ao trânsito, para dar lugar às centenas de milhar de pessoas que se juntavam para ver o fogo, suportanto assim temperaturas negativas em prol de um fogo que é suposto nos aquecer por dentro. Melhor assim, as várias camadas de roupa que trazia vestida juntaram-se assim ao calor humano como arma contra o frio e a gripe de que ainda padecia. Óbviamente, como somos tipicamente portugueses, chegámos tarde demais ao nosso destino, que já estava cheio de pessoas. Mas não houve tempo para desesperos, um polícia delicadamente nos indicou que continuássemos a andar até ao próximo 'viewing point'. Em algumas coisas, são mesmo organizados estes ingleses. Lá seguimos a multidão, milhares de pessoas enchendo o The Strand, avenida habitualmente carregada de carros e autocarros rumando a vários pontos da cidade. O trânsito cortado quase que nos permitia contemplar os detalhes de uma das ruas mais antigas de Londres (e onde se diz que Sweeney Todd fazia picadinho das suas vitimas) não fosse o número de pessoas tal que nos impediu de olhar em qualquer outra direcção que não para a frente não fossemos tropeçar em alguém ou perder os nossos amigos de vista. Após alguns minutos a caminhar, chegamos ao viewing point numero 3 (ou numero 4?), onde já um enorme aglomerado de gente esperava a meia noite. Conseguimos um bom lugar, junto a uma pequena obra, onde nos apoiámos nos pilares esperando o mesmo que toda a gente. Sorte conseguirmos aqueles lugares, porque poucos minutos depois ja toda a área esta cheia de pessoas, mas mesmo assim isso não fazia demover os muitos que tentavam ocupar todo o espaco vazio disponivel.
Entretanto uma familia encaixou-se à nossa frente e tivemos de lutar pelos nossos lugares maravilhosos, porque os ingleses quando querem são muito dissimulados e vão empurrando muito devagarinho até conseguirem o nosso lugar, e nós sem saber como já eramos. Muito comum em paragens de autocarros, mas a experiência em apanhar autocarro todas as manhãs valeu-nos neste momento de quase aflição.
Aproximava-se a meia noite e lá nos empoleiramos nos pilares, de modo a conseguirmos ver o fogo de artíficio que teria origem no famoso London Eye. A meia noite soou, e lá gritamos 'Bom Ano!' e 'Happy New Year' e emborcámos passas pedindo desejos de um ano melhor. Há quem passe a meia noite em cima de uma cadeira, nós passamos em cima de um pilar, não é assim tao diferente. Porque manter o equilibrio em cima de um pilar não é fácil, especialmente quando uma familia inteira te tenta derrubar, as fotos que tirámos ficaram impróprias para consumo. De modo que uso emprestadas as fotos do site da Sky News, bem melhores que as nossas. Quando querem, alem de serem organizados, os ingleses também organizam boas entradas no Ano Novo. Feliz 2009!







domingo, 4 de janeiro de 2009

Do they know it is Christmas?






Estou de volta. De volta em dois sentidos: de volta a Londres e de volta depois de ter passado uma semana de cama com uma gripe que teimou em vir na bagagem comigo, entre as prendas de Natal e os habituais chouriços e bacalhaus que trazemos nesta altura. Já hà vários anos que não estava doente assim e o facto da TV Cabo teimar em deixar de transmitir por razão nenhuma os canais Fox não me ajudou a passar melhor esta semana que supostamente era a minha semana de férias relaxantes, e que acabou por ser um martírio de febre, muita tosse e repetições infindáveis de séries manhosas de TV. Pelo menos deu para ver alguns filmes.


As férias passaram-se num instante. É sempre assim, ansiamos por elas durante meses, e quando finalmente acontecem passam em pouco tempo. Muito pouco tempo. E fico sempre com a sensação de que poderia ter feito mais, de que poderia ter passado mais tempo com a minha família e amigos. Mas eu bem sei que vou sentir sempre isso, por mais que me divida e ande a correr nas férias.


O Natal foi muito bom, com a familia e boa comida, algumas prendas, todas maravilhosas. Lisboa está cada vez mais bela, é a minha cidade do coração, e algumas coisas nela deixam-me ainda triste, outras deixam-me esperançosa que algo vai mudar em 2009. Ou talvez seja só a época natalícia, que faz disto, que nos deixa a pensar na nossa vida. Sesimbra continua pequena e acolhedora, como um pequeno presépio iluminado que me ilumina a alma sempre que desço a estrada da serra rumo ao centro. Muitas coisas só nos aquecem quando estamos longe e deixam de ser garantidas.

Mais um jantar fofanelo, sempre divertido e entusiamante. Onde se recordam tantas coisas e ao mesmo tempo se aprendem outras e cimenta-se a ideia, o sentimento de que a amizade é isto mesmo, é ter um elo de ligação que vai além do passado mas que se prova no presente e se prevê no futuro. São jantares que me deixam com um sorriso nos lábios e me fazem pensar no que estou a perder ao estar tão longe.


Mesmo o pouco tempo que tive com tantos amigos e familiares foram momentos preciosos que valeram a pena, e que gostava de repetir.


Desta vez devido ao horário inapropriado do voo não houve realmente tempo para despedidas. Não houve lágrimas nem crianças a correr e a fazer birra, não houve mil beijos de despedida e palavras de carinho ditas vezes sem conta. Foi tudo feito em casa, ao almoço. Melhor assim, que me fez sentir como um outro dia normal, em que retomava a casa depois de um almoço em família.


O saber que não tardo aí de novo minimizou tudo: a febre, a tristeza, os passos apertados no aeroporto. Até breve!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

My Xmas

Embora pense que não somos os únicos com esta mania, é tradição na minha família fazer a àrvore de Natal a dia 8. Tenho boas recordações deste dia em criança, sempre gostei do ritual de fazer a àrvore, pendurar o anjo no topo, e especialmente de pendurar os pais natais de chocolate que o meu pai nos comprava (e que desapareciam sempre misteriosamente antes do Natal). Mesmo estando longe, não deixo de cumprir esta tradição. Embora numa escala muito mais pequena. A nossa árvore londrina mede cerca de 20 centimetros e tem mini bolas e mini fitas a condizer. É pequena mas tem um grande significado.


Para compensar a nossa mini-àrvore, Londres tem uma maxi arvore em Trafalgar Square. Um pinheiro real, que vem todos os anos da Noruega, desde 1947. Este pinheiro é um gesto de agradecimento da cidade de Oslo para com Londres, devido ao apoio prestado durante a Segunda Guerra Mundial. Talvez por isso tenha uma beleza muito simples, como podem ver na fotografia.


O Natal aproxima-se e cada vez mais se nota a loucura típica da época pelas ruas. Aqui nesta foto fica registada (embora seja um registo um pouco desfocado) o desfile de pais natais em patins em linha junto a Picadilly Circus. À frente dos pais natais seguiam umas quantas senhoras em trajes menores a abrir o cortejo. Penso que tambem iam em patins, mas como fiquei tão chocada devido às baixas temperaturas que se faziam sentir, não tomei muita atenção. Lamento o sucedido!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Step by Step

Estava eu a ver um programa qualquer daqueles fantásticos na TV inglesa, quando na pausa para compromissos comerciais vi o seguinte anúncio (inglês para uma marca inglesa):



Reconhecem?

Ahhh o quentinho na barriga, a lágrima teimosa a querer saltar do olho, a famosa saudade...é a Lisboa que eu amo!

domingo, 23 de novembro de 2008

Cake...in a mug?

Desde que há uns tempos recebi um mail a explicar como fazer um bolo de chocolate em poucos minutos que andava com vontade de experimentar. O mail vem com quantidades precisas, instruções e fotos de todos os passos da receita. Basicamente involve farinha, açúcar, ovo, chocolate em pó e leite. Mistura-se tudo numa caneca com uma colher de óleo e depois, 3 minutos no microondas na potência máxima.

O resultado final foi este:

A confecção do bolo foi um fartote de riso, e acho que toda a experiência valeu por isso. Porque o bolo, não diria que estava intragável, mas é assim mais parecido com uma esponja com sabor a chocolate do que um bolo de chocolare. Ideal quando descobrimos que o colega do lado faz anos e nós não comprámos bolo. Se o escritório tiver microondas, é só por uma vela e já está.

Portobello

Finalmente as temperaturas começaram a estar mais de acordo com a época. Não que fique especialmente contente por isso, mas deixa-me um pouco mais descansada no que diz respeito a problemas de aquecimento global e assim. Por outro lado, também já temos de ligar o aquecimento e encher o saco de água quente para nos aquecer, o que às vezes causa algum transtorno, como diria o outro.

Esta manhã quando acordamos para dar comida à Foggy, espreitámos pela janela e deparámo-nos com um manto branco de neve nos telhados. Infelizmente estava com demasiado sono para tirar uma foto, e quando acordei a chuva que entretanto tinha caído já tinha derretido tudo. Prometo que para a próxima vou tentar ser mais rápida a sacar da máquina fotográfica.

Apesar da descida das temperaturas este fim de semana, não deixámos de sair. Ontem fomos até Notting Hill, mais própriamente até Portobello Road. A nossa missão: comprar um presente de Natal. O frio que se fazia sentir não fez diminuir o habitual número de turistas na zona. Portobello Market é uma das maiores atracções turisticas de Londres. Aos sábados Portobello Road enche-se de bancas de velharias, frutas e vegetais frescos, comida, roupa, souvenirs. Não é própriamente o mercado mais barato de Londres, mas consegue-se encontrar coisas interessantes.

Notting Hill é uma zona 'bem', das mais caras para viver no centro de Londres. Mas as casas pintadas de cor pastel são tão deliciosas que sempre que lá vou fico com vontade de me mudar, mesmo com a forte probabilidade de não conseguir dormir aos sábados devido à confusão dos turistas e do mercado.

Como ainda não vos tinha falado deste mercado, tirei algumas fotos com o telemóvel, para vos mostrar as minhas partes favoritas.


As já referidas casas pintadas de tom pastel:

A loja d'Alice, pintada de vermelho vivo e sempre rodeada de gente a posar para fotos ou simplesmente a remexer nas bancas à procura de algum produto interessante.


A caminho de Portobello Road, a original montra de uma pastelaria (nem imaginam como que foi dificil tirar esta foto, com tantos italianos a posar para fotos).

No final, a nossa missão não foi cumprida, pois não conseguimos encontrar o tal presente. No entanto ficou mais um passeio agradável, e muitos encontrões para passar entre a multidão. Pelo menos deu para aquecer um pouquinho. Ah, e também não vimos o Hugh Grant nem a Julia Roberts.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

I'm dreaming of a white Christmas...

No fim de semana passado fomos ver as luzes de Natal da zona mais comercial de Londres: Oxford Street, Regent Street e Piccadilly Circus.
Com tanto zumzum acerca da crise económica, não foi uma surpresa assim tão grande constatar que este ano os arranjos luminosos estão realmente mais pobres.

Eu gosto muito da época natalícia em Londres: apesar do número impossível de imaginar de pessoas às compras, sente-se no ar um cheirinho a Natal, que o frio ajuda a caracterizar. As montras enchem-se de tons vermelhos e dourados, comem-se mince pies a acompanhar o café latte, as árvores de natal surgem a todas as esquinas. Tudo isto no faz sentir um pouco natalícios, ou talvez seja só da música ambiente nas lojas...


Aqui ficam algumas fotos dos arranjos natalícios deste ano.


Carnaby Street


Regent Street / Piccadilly Circus

Regent Street

Hamleys, famosa loja de brinquedos em Regent Street:

Oxford Street

Oxford Street - John Lewis

Oxford Street - Debenhams

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Crossing the bridges in the land of the forgotten

Sábado foi dia de concerto. Punk-rock! E foi óptimo, especialmente por ter sido cidade-mãe do movimento punk. Mais uma vez, no mítico Astoria (que será demolido no final do ano, mas sobre isso 'postarei' mais tarde), apinhado como poucas vezes o vi, para ver Rancid, com GBH a abrir. Muitas cristas, blusões com picos, cabelos de diferentes cores, calças justinhas e/ou aos quadrados. Tudo como esperado. A actuação foi o que se previa: um espectáculo muito bom, sem nunca parar, a deixar o público em êxtase. E claro com algumas tiradas contra o sistema (especialmente contra a lei que proibe fumar dentro de salas de espectáculos e afins), ou não seria este um concerto punk-rock. Fez-me pensar a certa altura, que mesmo se os Rancid fossem a Portugal, não iria passar por uma experiência assim: um concerto punk rock em Londres é como ver um jogo da NBA nos EUA. Fora do seu local de origem, perde alguma piada.

E porque os punks, por muito anárquicos e contra o sistema que sejam, já não passam sem o telemóvel ou máquina fotográfica, aqui fica o video da música Rejected, ao vivo no passado sábado no Astoria (infelizmente não se consegue ver a agitação do publico):

terça-feira, 11 de novembro de 2008

I want to ride my bicycle

Em Roma, sê romano.
In London, be a Londoner.
Em Londres, como um muitas outras cidades da Europa que não são famosas pelas suas 7 colinas, é muito comum ver ciclistas. A caminho do trabalho, às compras, ou simplesmente a apreciar o passeio. Mesmo quando chove (e por estas bandas até chove algumas vezes) é vê-los a pedalar vigorosamente para tentarem ser mais rápidos que a própria chuva. Pensar em pedalar para o trabalho, tentar chegar cedo para conseguir lugar na garagem, tomar um duche e sentar na secretária com uma taça de porridge, é algo que nem passa pela cabeça da maioria dos portugueses.
Dizem que após alguns anos a viver num país estrangeiro se começa a assimilar os seus hábitos e costumes. Ora eu ainda não cheguei ao chá com leite nem a jantar às 6 da tarde, mas a verdade é que já tenho uma bicicleta:



Pois é, uma bicicleta linda, com cestinho como não poderia deixar de ser, que me foi carinhosamente oferecida no meu aniversário (obrigada!). Após alguns passeios percebi que afinal ainda me lembro como se anda de bicleta (eu sei, eu sei que nunca se esquece, mas vá lá dizer isso ao meu inconsciente).

Mas por enquanto ir para o emprego neste modo de transporte está fora de questão. Ainda não me considero apta a tamanha façanha. Quem sabe um dia! Por enquanto, as minhas aventuras limitam-se a pedalar até ao parque e dar umas voltas por lá. Perto de nossa casa há um parque grande, com muitos caminhos por onde correr e andar de bicleta, campos para jogar futebol e ténis e um lago grande com patos, e esquilos que vêm comer às nossas mãos. Também há uma zona com cabras e coelhos, e veados. Ao fim de semana, e especialmente se o tempo o deixar, fazem-se muitos piqueniques, e familias inteiras vão andar de bicicleta ou de patins. E é para aí que vou, pedalando pela estrada, munida de capacete e luzes reflectoras (segurança é muito importante), e sempre com a sensação que vou pelo lado contrário ao trânsito.

Se um dia vou ter coragem suficiente para pedalar para o centro da cidade, onde os autocarros e os black cabs governam, é um incógnita. Por enquanto prefiro disfrutar dos prazeres do nosso parque. Mas fica aqui a promessa que assim que isso acontecer, farei um post sobre isso.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Remember, remember the Fifth of November...

E agora, um pouco de História:

Em 1605, deu-se a Gunpowder Conspiracy, uma conspiração por parte de um grupo inglês católico, que tinha por objectivo assassinar o rei James I. Guy Fawkes fazia parte deste grupo, mas logrou os planos ao ser apanhado enquanto guardava a pólvora necessária para a execução do plano, que consistia básicamente em fazer explodir o Palácio de Westminster, onde se encontra o tão famoso Big Ben.


E porque é que vos estou a contar isto, perguntam vocês? Porque é interessante, ora essa. E porque queria-vos falar da Bonfire Night, que se celebra todos os anos a 5 de Novembro, para comemorar o acontecimento acima descrito. Todos os anos nesta altura, os britânicos (e não só, visto também ser comemorado em alguns outros países da Common Wealth) comemoram o Guy Fawkes.

Inicialmente obrigatórias por decreto real, as celebrações consistem em fogueiras onde se queimam bonecos que representavam Fawkes. Muitas crianças pedem 'penny for the guy' de modo a patrocinar as fogueiras onde se queima o Guy. No entanto, parece-me que hoje em dia as fogueiras já não são tão usuais quanto isso, e como tudo evolui nesta vida, as comemorações modernas são fundamentalmente à base de foguetes e fogo de artíficio, lançados por quem queira celebrar o Guy Fawkes. Ou seja, na semana do 5 de Novembro, ouvem-se foguetes pela noite fora. Isto foi algo que me intrigou há 2 anos atrás, altura em que passei uma semana em Londres antes de me mudar definitavemente. Não sabia nada do Guy Fawkes e tanto barulho intrigou-me. Nada que não resolvesse com uma busca no Google.


Não sei se viram o filme 'V de Vingança', mas a acção decorre à volta destas celebrações.


Há uns tempos num forúm online vi uma discussão sobre este assunto, em que alguns portugueses achavam uma barbaridade típica dos ingleses queimar bonecos em fogueiras. Não achei nada de chocante, talvez por achar isto tudo um pouco familiar, fazendo-me recordar a queima do Judas nas sexta-feiras santas e o Pão por Deus no dia de Todos os Santos. Embora pense que já não se queime o Judas na Páscoa, lembro-me de ser uma prática recorrente na minha pequena vila à beira mar plantada, quando era pequena, e de ver o pobre do boneco a arder e pessoas a darem-lhe com paus para arder mais depressa, julgo eu. Talvez seja chocante na essência da coisa, mas não nos devemos chocar com os ingleses por fazerem tal coisa, visto nós próprios fazermos o mesmo, apenas com alvos diferentes. Mais uma vez, não somos assim tão diferentes como pensamos.

domingo, 2 de novembro de 2008

Gente da minha terra...



Lembro-me de quando era pequena pensarmos em Fado como algo que não era nada 'fixe', como algo que usávamos para descrever alguém a quem faltava o factor 'cool'. "Ah e tal é um cromo deve ouvir fado!" e coisas do género.


Eu cresci a ouvir fado. O meu pai ouve muito e canta muito também. Canta em casa, embora eu sempre achasse que ele tinha uma boa voz para se aventurar mais em noites de fado e assim. Eu nunca liguei muito ao Fado, mas hoje reconheço muitos fados graças ao meu pai e a sua mania de nos acordar aos sábados de manhã com os seus discos a tocar. Lembro-me de muitos fados que ele ainda canta, todos tristes e com histórias terríveis que me faziam arrepiar entre os lençois da cama quando o ouvia cantar aos sábados de manhã. Histórias de crianças envenenadas com bolos destinados aos cães dos vizinhos, pais de familia que roubavam para alimentar a familia mas que estavam arrependidos, pais que morriam na guerra ao imaginar as filhas a dizer 'papá'. Enfim, um rol infindável de histórias tristes que sacavam lágrimas ao mais forte lá do bairro.


Cresci sempre de costas voltadas ao Fado, pois não era 'fixe' e os posters da Amália não ficavam nada bem nas paredes do meu quarto.

Até que descobri a Mariza, que me fez re-descobrir o Fado. Vá, podem dizer à vontade que não sou 'fixe', mas já vai bem longe o tempo em que me importava com isso.


Ontem fui ver Mariza ao vivo ao Barbican Centre. Claro que encontrámos muitos portugueses por lá, mas também muitos ingleses em um de dois concertos esgotadíssimos em Londres. Mariza tem uma excelente presença em palco, interage com o público e com os músicos lindamente e ainda conseguiu ensinar os ingleses a dizer ''Guitarrada''. Confesso que tinha algumas dúvidas sobre a voz dela, era um pouco céptica em relação à sua voz ao vivo, mas confesso que engoli todas as dúvidas, Mariza tem de facto uma voz magnifica. Tão magnifica que calou o Barbican Centre ao cantar uma música sem microfone. Impressionante.

O Fado não tem de ser triste, e exemplo disso foi o final do concerto, em que Mariza colocou a audiência de pé a cantar e a dançar 'Rosa Branca'. Muito bom. O Fado não é só sobre saudade, sobre mágoas e tristezas. O Fado também pode ser feliz e fazer-nos felizes.


A ideia de que 'Portuguese do it better' pode bem não ser sempre verdade, mas muitas vezes é. Só é pena nós, os portugueses, não nos apercebermos disso na maioria das vezes.


Mariza, a primeira portuguesa a cantar no David Letterman's Show:



Se isto não vos deixa orgulhosos, não sei o que deixará.

sábado, 1 de novembro de 2008

This is Halloween


O último dia do mês de Outubro é motivo de festejo em muitos países. É Halloween. Em Portugal, o que me lembro de festejar é o facto de ser feriado no dia a seguir. Lembro-me quando era pequena de ir pedir ''Pão por Deus'' à praça, e voltar com nozes, amêndoas e castanhas no saco. Ocasionalmente uns figos, mas eu tentava esquivar-me aos figos, nunca os apreciei muito. Era assim um espécie de "Trick or Treat" à portuguesa, uma versão mais saudável.

Bom, o Halloween é tipicamente americano, mas qual Starbucks, está a estender os seus tentáculos pelo mundo fora. Penso que esses tentáculos já chegaram cá à algum tempo, de modo que já se torna uma coisa mais ou menos normal por estas bandas. Daí alguns supermercados colocarem na entrada avisos a dizer que não vendem ovos e farinha a crianças nesta altura do ano. Excelente, se algumas crianças ainda não se tinham lembrado de fabricar uma mistela deste calibre para atirar a quem passa, depois de verem tal anúncio a primeira coisa que vão fazer é correr aos armários da cozinha, e caso as mamãs estejam com um stock de ovos e farinhas em baixo podem sempre ir a um dos muitos supermercados que ainda não embarcaram nestas pseudo-protecções.

Quinta-feira é o dia preferido para as empresas festejarem coisas por cá. A minha agência não foi excepção. Quinta-feira tivemos competição de esculpir abóboras, e tenho a dizer que fiquei impressionada com os resultados. Só veio reforçar a ideia da creatividade que há por lá. À noite foi o baile de Halloween. Infelizmente não consegui comparecer (à hora que saí do emprego já muitos estavam a sair do baile) mas consegui ver muitas máscaras interessante. Desde o gangue da Laranja Mecânica a 227530 Jokers, passando por uns quantos vampiros e gatas sexy.

Ontem quando saí do trabalho deparei-me com um cenário surreal de vampiros a apanhar o autocarro e mortos vivos a conduzir automóveis. Parecia que tinha acordado num filme de terror.

Depois de três fins de semana de muita agitação e divertimento, este fim de semana só quero descansar e estar no meu cantinho sossegada. Por isso o nosso plano de Halloween ontem foi muito simples, mas do melhor. Involveu o sofá, um balde de pipocas, e a edição especial do 'Nightmare Before Christmas' do Tim Burton. Genial!


Idle

As minhas sinceras desculpas pela falta de actualização do blog. As últimas semanas foram uma correria: muito trabalho, muitas visitas boas, algumas mudanças em casa, e uma ida até Portugal, durante a qual fiquei um ano mais velha.
O tempo passou rápidamente de muito agradável a muito frio - em duas semanas passámos de andar de manga curta a tirar os casacos de Inverno do armário à pressa para nos aquecermos. Só posso agradecer ter estado em Portugal quando nevou por cá. Já não nevava em Londres em Outubro à quase 80 anos por isso acho que perdi qualquer coisa histórica. De qualquer forma, preferi estar em Portugal com sol e um clima mais ameno.
Aqui ficam algumas fotos das mini férias tugas:




Bom, estou de volta!